quinta-feira, 20 de março de 2014

Igreja e igrejas: a doutrina católica!

 
Caro Internauta, A Congregação para a Doutrina da Fé, por ordem de Bento XVI, tornou público um pequeno e precioso documento contendo respostas a algumas questões sobre a Igreja. Não há aí nada de novo. Pelo contrário: deseja-se somente reafirmar a doutrina do Concílio Vaticano II que muitos, em nome do Concílio, insistem em deturpar e até mesmo negar. Vou comentar cada parágrafo porque é muito importante que todo católico compreenda bem! Um consolo que tenho é que, lendo os textos deste blog e do site, você encontrará a mesmíssima doutrina! É meu propósito: servir fielmente à Igreja, ajudando os irmãos a bem compreender e viver a riqueza de nossa fé...

É de todos conhecida a importância que teve o Concílio Vaticano II para um conhecimento mais profundo da eclesiologia católica, quer com a Constituição dogmática Lumen Gentium quer com os Decretos sobre o Ecumenismo (Unitatis redintegratio) e sobre as Igrejas Orientais (Orientalium Ecclesiarum). Muito oportunamente, também os Sumos Pontífices acharam por bem aprofundar a questão, atendendo sobretudo à sua aplicação concreta: assim, Paulo VI com a Carta encíclica Ecclesiam suam (1964) e João Paulo II com a Carta encíclica Ut unum sint (1995).
O sucessivo trabalho dos teólogos, tendente a ilustrar com maior profundidade os múltiplos aspectos da eclesiosologia, levou à produção de uma vasta literatura na matéria. Mas, se o tema se revelou deveras fecundo, foi também necessário proceder a algumas chamadas de atenção e esclarecimentos, como aconteceu com a Declaração Mysterium Ecclesiae (1973), a Carta aos Bispos da Igreja Católica Communionis notio (1992) e a Declaração Dominus Iesus (2000), todas elas promulgadas pela Congregação para a Doutrina da Fé.
A complexidade estrutural do tema, bem como a novidade de muitas afirmações, continuam a alimentar a reflexão teológica, nem sempre imune de desvios geradores de dúvidas, a que esta Congregação tem prestado solícita atenção. Daí que, tendo presente a doutrina íntegra e global sobre a Igreja, entendeu ela dar com clareza a genuína interpretação de algumas afirmações eclesiológicas do Magistério, por forma a que o correto debate teológico não seja induzido em erro, por motivos de ambigüidade.

Observação minha: Observe bem qual a preocupação da Santa Sé: apesar de o Magistério ter feito várias intervenções neste período pós-conciliar, há vários teólogos que insistem em sustentar teses confusas, ambíguas e até contrárias à doutrina católica. Basta recordar o quanto criticaram a Dominus Iesus. No entanto, não adianta delirar! A doutrina católica sobre a Igreja é exatamente a que vai apresentada a seguir!

Primeira questão: Terá o Concílio Ecumênico Vaticano II modificado a precedente doutrina sobre a Igreja?
Resposta: O Concílio Ecumênico Vaticano II não quis modificar essa doutrina nem se deve afirmar que a tenha mudado; apenas quis desenvolvê-la, aprofundá-la e expô-la com maior fecundidade.
Foi quanto João XXIII claramente afirmou no início do Concílio. Paulo VI repetiu-o e assim se exprimiu no ato de promulgação da Constituição Lumen Gentium: "Não pode haver melhor comentário para esta promulgação do que afirmar que, com ela, a doutrina transmitida não se modifica minimamente. O que Cristo quer, também nós o queremos. O que era, manteve-se. O que a Igreja ensinou durante séculos, também nós o ensinamos. Só que o que antes era perceptível apenas em nível de vida, agora também se exprime claramente em nível de doutrina; o que até agora era objeto de reflexão, de debate e, em parte, até de controvérsia, agora tem uma formulação doutrinal segura". Também os Bispos repetidamente manifestaram e seguiram essa mesma intenção.

Observação minha: Aqui, se procura explicar que a doutrina católica não foi modificada pelo Vaticano II. Uma coisa é o progresso, o desenvolvimento orgânico da doutrina – que sempre houve e haverá na história da Igreja; outra, bem diferente é a adulteração, a modificação! A Congregação para a Doutrina da Fé procura, portanto, deixar claro que a eclesiologia do Vaticano II deve ser interpretada à luz da perene Tradição da Igreja. Como Bento XVI tanto insiste, o Vaticano II não foi uma ruptura nem uma revolução, mas um progresso na vida e na fé da Igreja de Cristo.

Segunda questão: Como deve entender-se a afirmação de que a Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica?
Resposta: Cristo "constituiu sobre a terra" uma única Igreja e instituiu-a como "grupo visível e comunidade espiritual", que desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá, e na qual só permaneceram e permanecerão todos os elementos por Ele instituídos. "Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos como sendo una, santa, católica e apostólica […]. Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele".
Na Constituição dogmática Lumen Gentium 8, subsistência é esta perene continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituídos por Cristo na Igreja católica, na qual concretamente se encontra a Igreja de Cristo sobre esta terra.
Enquanto, segundo a doutrina católica, é correto afirmar que, nas Igrejas e nas comunidades eclesiais ainda não em plena comunhão com a Igreja católica, a Igreja de Cristo é presente e operante através dos elementos de santificação e de verdade nelas existentes, já a palavra "subsiste" só pode ser atribuída exclusivamente à única Igreja católica, uma vez que precisamente se refere à nota da unidade professada nos símbolos da fé (Creio… na Igreja "una"), subsistindo esta Igreja "una" na Igreja católica.

Observação minha: Muito bem articulada, muito equilibrada esta resposta! Vejamos: (1) Explica que a Igreja de Cristo subsiste única e exclusivamente na Igreja católica (aquela que está em comunhão com o Sucessor de Pedro e os Bispos em comunhão com ele); (2) esclarece o que significa “subsistir”: é a perene continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituídos por Cristo para a sua Igreja. O decreto Unitatis Redintegratio, do Vaticano II, diz quais são esses elementos. Eis alguns: a profissão de fé em Jesus como Senhor e Salvador, a fé na Trindade, a Palavra de Deus ouvida e proclamada segundo a Tradição apostólica, os sacramentos, de modo particular o Batismos e a Eucaristia, a sucessão apostólica dos Bispos, o ministério petrino, a veneração da virgem Maria e dos Santos de Cristo, a vida da graça, a caridade fraterna, os dons e carismas do Espírito Santo, o martírio, o zelo missionário, a esperança na vida eterna... Todos estes elementos fazem parte da Igreja de Cristo e nela não podem faltar. Ora, somente na Igreja católica eles se encontram na sua totalidade. (3) Esta resposta faz eco também à Declaração Dominus Iesus, que ensina não ser possível falar em vários graus de subsistência: a subsistência é uma só e plena. Em outras palavras: A Igreja de Cristo subsiste, permanece, continua de modo completo somente na Igreja católica!

Terceira questão: Porque se usa a expressão "subsiste na", e não simplesmente a forma verbal "é"?
Resposta: O uso desta expressão, que indica a plena identidade da Igreja de Cristo com a Igreja católica, não altera a doutrina sobre Igreja; encontra, todavia, a sua razão de verdade no fato de exprimir mais claramente como, fora do seu corpo, se encontram "diversos elementos de santificação e de verdade", "que, sendo dons próprios da Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica".
"Por isso, as próprias Igrejas e Comunidades separadas, embora pensemos que têm faltas, não se pode dizer que não tenham peso ou sejam vazias de significado no mistério da salvação, já que o Espírito se não recusa a servir-se delas como de instrumentos de salvação, cujo valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja católica".

Observação minha: Note-se o compromisso com a verdade e, ao mesmo tempo, a delicadeza ecumênica desta resposta. Primeiro, o texto explica que tanto faria dizer: “A Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica” quanto “A Igreja de Cristo é a Igreja católica”. A questão é que afirmar simplesmente “é” torna mais difícil compreender como fora da sua unidade visível possam existir elementos eclesiais. O “subsiste” é mais compatível com a doutrina segundo a qual fora da unidade da Igreja católica há elementos de salvação. Em segundo lugar, o texto deixa claro que o Espírito Santo utiliza também as comunidades não católicas na obra da salvação. Tudo quanto essas comunidades possuam de realmente eclesial deriva da plenitude católica e a ela conduzem!

Quarta questão: Porque é que o Concílio Ecumênico Vaticano II dá o nome de "Igrejas" às Igrejas orientais separadas da plena comunhão com a Igreja católica?
Resposta: O Concílio quis aceitar o uso tradicional do nome. "Como estas Igrejas, embora separadas, têm verdadeiros sacramentos e, sobretudo, em virtude da sucessão apostólica, o Sacerdócio e a Eucaristia, por meio dos quais continuam ainda unidas a nós por estreitíssimos vínculos", merecem o título de "Igrejas particulares ou locais", e são chamadas Igrejas irmãs das Igrejas particulares católicas.
"Por isso, pela celebração da Eucaristia do Senhor em cada uma destas Igrejas, a Igreja de Deus é edificada e cresce". Como, porém, a comunhão com a Igreja católica, cuja Cabeça visível é o Bispo de Roma e Sucessor de Pedro, não é um complemento extrínseco qualquer da Igreja particular, mas um dos seus princípios constitutivos internos, a condição de Igreja particular, de que gozam essas venerandas Comunidades cristãs, é de certo modo lacunosa.
Por outro lado, a plenitude da catolicidade própria da Igreja, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, encontra na divisão dos cristãos um obstáculo à sua realização plena na história.

Quinta questão: Por que razão os textos do Concílio e do subseqüente Magistério não atribuem o título de "Igreja" às comunidades cristãs nascidas da Reforma do século XVI?
Resposta: Porque, segundo a doutrina católica, tais comunidades não têm a sucessão apostólica no sacramento da Ordem e, por isso, estão privadas de um elemento essencial constitutivo da Igreja. Ditas comunidades eclesiais que, sobretudo pela falta do sacerdócio sacramental, não conservam a genuína e íntegra substância do Mistério eucarístico, não podem, segundo a doutrina católica, ser chamadas "Igrejas" em sentido próprio.

Observação minha: Aqui, nestas duas últimas perguntas, é importante reter o seguinte: (a) Os católicos denominam “igrejas” em sentido teológico somente aquelas comunidades que conservaram a plena sucessão apostólica dos Bispos e a Eucaristia plena. É o caso das Igrejas particulares (dioceses) ortodoxas e vétero-católicas. Teologicamente, não existe um Igreja ortodoxa, mas Igrejas (dioceses) ortodoxas, que não estão em comunhão plena com o Bispo de Roma e, assim, não estão na plena unidade da Igreja de Cristo. Têm elas uma ferida grave: falta-lhes o ministério petrino, que Cristo quis na sua Igreja. (b) Os católicos denominam “comunidades eclesiais” aquelas denominações surgidas da Reforma Protestante: faltam-lhes a sucessão apostólica dos Bispos e a Eucaristia plena. Ora, sem o ministério ordenado na sua plenitude e sem a Eucaristia não há Igreja; há comunidades que possuem elementos da Igreja de Cristo! (c) É digno de nota que o texto esclarece que também a Igreja católica se ressente de tais divisões, pois que são um obstáculo à sua plena realização na história. O ecumenismo, busca da unidade visível de todos os cristãos, é, pois, uma necessidade também para o bem dos católicos.


+Dom Henrique Soares da Costa

quarta-feira, 19 de março de 2014

Dom Henrique Soares da Costa é nomeado novo Bispo de Palmares - Pe!

O papa Francisco nomeou hoje, 19, dom Henrique Soares da Costa, como bispo de Palmares (PE), transferindo-o da arquidiocese de Aracajú (SE), onde era bispo auxiliar. A diocese estava vacante após renúncia de dom Genival Saraiva de França, acolhida pelo papa Francisco, conforme prevê o Código do Direito Canônico.
426035_313500378705624_851269210_nDom Henrique Soares da Costa nasceu em 11 de abril de 1963, em Penedo (AL). Recebeu a ordenação presbiteral no dia 15 de agosto de 1992. Foi nomeado bispo pelo papa Bento XVI em 1º de abril de 2009, sendo ordenado em 16 de junho do mesmo ano. Seu lema episcopal é “Apascentar em Cristo”.
Formação
O novo bispo de Palmares (PE) é formado em Filosofia pela Universidade Federal de Alagoas. Cursou Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma (1993-1994). Possui mestrado em Teologia Dogmática com ênfase aos estudos da eclesiologia.
Trajetória
Na arquidiocese de Maceió, foi membro do Conselho Presbiteral, do Cabido Metropolitano, do Colégio de Consultores; Vigário Episcopal para os leigos e coordenador da Comissão de Formação Política e responsável pelos diáconos permanentes. Atuou como professor de teologia no Seminário Provincial de Maceió e no Curso de Teologia do Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac). Lecionou, ainda, no Instituto Franciscano de Teologia, em Olinda, e no Instituto Sedes Sapientiae, em Recife. Foi vigário episcopal para os leigos, membro do Cabido dos Cônegos da Catedral  e coordenador da Comissão de Formação Política.

Encerramento da Festa de São Longuinho 2014

No ultimo dia 15/03, encerramos os festejos ao nosso
querido São Longuinho.
Na paraliturgia de encerramento, Matheus Pinto falou sobre a vida de São Longuinho, meditada durante todo o triduo e cocluida na festa. E dizia: "É importante para nós, termos um santo para seguir seu exemplo. No dia de hoje, Longuinho é esse exemplo! Exemplo de Conversão, exemplo de missão, exemplo de amor e fidelidade para com Nosso Senhor Jesus Cristo. Longuinho nos lembra que, assim como ele, também nós podemos ser lavados pelo sangue de Nosso Senhor, tirando assim toda cegueira do corpo e da alma. Nos dias de hoje é preciso imitar os exemplos dos santos, pois os santos são amigos daquele que é três vezes Santo. São Longuinho, nosso protetor olhai sempre por nós, e intercedei a Jesus por todos nós!"
 Graças a Deus a paraliturgia de encerramento foi bem participada!
São Longuinho, Rogai por nós!!!

São José a vós nosso amor!!!

imagem-sao_joseIde Todos a São José”19 de Março
“São José escolhido pelo Pai para ser o guarda fiel e providente dos seus dois maiores tesouros: O Filho de Deus e a Virgem Maria, e ele cumpriu com a máxima fidelidade sua missão. Eis porque o Senhor lhe disse: ‘Servo Bom e Fiel! ’ Vem participar da alegria do teu sonho”. (Mt 25,21) (Sermão de São Bernardino de Sena).
No livro Gênesis 42,25 vemos que José do Egito filho de Jacó, ordenado que se enchessem as sacas de trigo pata saciar a fome de Israel... E provisões para o caminho de volta.
O Papa Leão XIII, na sua famosa encíclica de cinco de agosto de 1889, quando proclamou São José padroeiro da Igreja Universal fez a comparação entre estes dois grandes Josés dizendo: “Esses dois homens assemelham-se extraordinariamente, não apenas pelo nome, mas pelas virtudes e pelas suas vidas, ambas ricas em provações e alegrias”.
Quem foi São José!

Que o Messias havia de nascer da linhagem de Davi, era uma afirmação tão claramente expressa nos profetas que não havia qualquer hesitação a esse respeito. Portanto quando o anjo do Senhor aparece em sonhos a José, antes do nascimento de Cristo, dirigi-se a ele dando-lhe o seu titulo de nobreza: José filho de Davi... (Mt 1,20)
A genealogia de José é enfatizada tanto na narrativa de Mateus como na de Lucas. Em Mateus lemos que Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus Cristo.
Pouco ou quase nada sabemos de sua vida, a não ser que era filho de Jacó e que sua mãe chamava-se Estha. Hegesipo, historiador no século II, que viveu na Palestina, afirmou que José era irmão de Alfeu (Cleófas).
Foi ele também que afirmou que Cleófas casou com Maria (Cleófas), uma das mulheres que estava aos pés da Cruz e que também era mãe de Tiago, José, Simão, Judas e de mais três moças. (Os ditos irmãos de Jesus – Primos).
Provavelmente São José nasceu em Nazaré, tanto na aldeia como nos arredores todos sabiam que ele era descendente do Rei Davi apesar de sua pobreza e humildade.
São José era, conforme os Apócrifos, um Faber Ignarius – Operário de Madeira ou carpinteiro.
São José foi o patriarca da transição do Antigo para o Novo Testamento. O Guardião Providente da Sagrada Família. José –“Aquele que acrescenta”.José, O Justo, conforme as escrituras foi escolhido por Deus para ser esposo da Virgem Maria e o Pai adotivo do Messias.
Provavelmente o que mais chamou a atenção de Deus sobre José, foi à bondade e o silêncio. Enquanto, em sua carpintaria, manuseava as ferramentas com suas mãos habilidosas e calejadas, seu coração permanecia unido a Deus.
Deus propõe á José a maior de todas as dádivas, a mais importante missão confiada a um homem, e em compensação a maior glória no céu. Isto tudo tendo incontáveis provações.
José entende e de coração atende a Deus, e com toda a sua humildade e pobreza, acolhe Maria, A Virgem de Nazaré, casa-se com ela e com o suor de seu rosto prove o sustento daquele que ao mundo sustenta.
Seguem para Belém, e lá na terá do Rei Davi, o filho de Deus nasce e seus primeiros adoradores são Maria e José.
Em sonho José é avisado a fugir para o Egito, fogem de madrugada para salvar a esperança de um povo.
Retornam a Nazaré, e seguem o curso comum da história de pessoas aparentemente comuns.
São José ensinou Jesus a ser homem, a conhecer as letras, e a manusear com as ferramentas e as madeiras.
São José era a ternura de Deus-Pai, humanado.
É invocado como o patrono da Boa Morte, pois teve a mais privilegiada da humanidade. Tendo de um lado Jesus e de outro Maria e provavelmente recomendou a Jesus que cuidasse bem de sua Mãe!
A devoção a São José é antiqüíssima, o Papa Clemente XI, compôs o oficio com os hinos para o dia 19 de Março.
Dizem que São José é quem confecciona os tronos da glória celeste e que depois são ornados com a Graça de Deus.
Santa Tereza de Jesus dizia: “Tomei a São José por meu advogado e protetor e não me lembro de ter-lhe pedido algo que não me atendesse... quisera persuadir o mundo inteiro a ser devoto deste glorioso Santo”.Lembrai-Vos glorioso São José!
Amém
Paz e Bem!

terça-feira, 18 de março de 2014

O Preço da Solidão!

 

Você já parou para refletir sobre o preço da solidão?
A solidão pode ter muitas variáveis. Não significa solitário quem somente está isolado. Mas pode ser solitário também quem mesmo estando com pessoas, com a esposa ou esposo, os filhos, os amigos não sabem ou não compreendem a linguagem dos que perto de si dialogam. 
No romance de Nicholas Sparks, Querido John, o autor conta a história de sua vida desde a infância com a ausência de sua mãe e a convivência com o seu pai. Um homem que quase não falava com o filho, mas não deixava de fazer as costumeiras coisas diárias para ele e a rotina de trabalho. 

As vezes ele queria ouvir o pai e outras tantas ele se esforçava para que o pai o ouvisse. Mas não havia réplica. Silêncio, mudez e solidão. Estar acompanhado e estar sozinho ao mesmo tempo. 
Na vida a dois também é assim. Homem e mulher podem estar sobre o mesmo teto e após poucos anos de casamento ou convivência se sentirem sozinhos. Não há diálogo. Não se completam. Não se falam e repetindo os afazeres quando namoravam. E muitas das vezes se vem solitários e quando se dirigem um ao outro, as palavras são fortes, machucam e revelam uma personalidade que não condiz com o que se apresentava. 

Dai resultam as feridas. É o preço dessa solidão. Feridas que marcam a alma e a história. Feridas que não são curadas com altas e nem baixas dosagens de remédio. Feridas que romperam os tecidos da almas e chegaram ao mais íntimo dela. Porque o silêncio fruto da solidão trouxe para ele ou ela. Não conseguem mais voltarem sejam amigos a amizade, sejam casados ao romance do enamoramento. E as feridas ali continuam provocando as mais terríveis dores que até mesmo não pode ser suportados.

A solidão gera também no físico debilidades terríveis. Como não lembrar da depressão que é o mal do século! A solidão gerada por quem já se acostumou a usar dos meios das redes sociais para comunicar-se e até mesmo medir o grau de suas amizades e quando estas param, a solidão que é o sentimento de ausência gerando um vazio deixa a pessoa também deprimida. 

Quantos tentam esconder a sua solidão procurando ser a pessoa mais extrovertida e rodeada de amigos ou colegas porque tem medo de sentir-se sozinho. A solidão tem um peço. Talvez ou até seja provável que os religiosos se sintam solitários. Mas creio que não sejam solteirões. Porque a solidão não tem a ver com solteirões e sim com ausência. A falta de algo muito mais elevado que preencha um vazio da existência. Os religiosos consagrados (e aqui inclua-se todos os ramos da vocação religiosa) quando encontram na experiência de oração a Deus sentem-se preenchidos. 

Assim também deveriam sentir-se preenchidos os casais. Eles se tem. Mas as vezes não se preenchem. E o que falta? Amor? Companheirismo? Diálogo? São tantas as receitas e cada vez mais vemos relacionamentos sofridos. Marcados e feridos e que são difíceis de recuperar até mesmo em uma nova relação de amizade, namoro, casamento. 

Creio eu até aqui que se faz necessário buscarmos preencher os nossos vazios existenciais que temos antes mesmo de assumir uma vocação ou relação. Porque assim perceberemos quem somos e não seremos feridos e nem iremos ferir. 

Assim fez Jesus. 
Antes de iniciar quis por vontade do Pai no Espírito ser conduzido ao deserto. E no deserto passou pelos mais pesadelos humanos de realizar a sua vontade, renunciando a vontade do Pai. Mas Ele resistiu. E porque?  Confiou na vontade do Pai e não na sua. O Pai naquele momento não abandonou. 

Quando rezamos o Pai-nosso também dizemos que seja feita a vontade de Deus e não a nossa. 
Se seguirmos o exemplo de Jesus também preencheremos os nossos vazios existenciais com Ele. Pois as feridas que transpassaram os tecidos da alma e chegou na essência da mesma, agora é fechada por Aquele que a pode tocar. 

Deus nos sonda e nos conhece e toca no mais íntimo do nosso ser.

Padre Cássio Santos de Souza. 

sexta-feira, 14 de março de 2014

Um pouco do Tratado da Veradeira Devoção a Virgem Maria, por São Luiz Maria Grignion de Montfort!

I. Fazer tudo por Maria

258.
É necessário fazer todas as ações por meio de Maria, o
que equivale a dizer que devemos obedecer em tudo à
Santíssima Virgem, e conduzir-nos em tudo pelo seu espírito,
que é o Espírito Santo de Deus.
“Aqueles que são conduzidos
pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus”
(Rm 8, 14). Aqueles
que são conduzidos pelo espírito de Maria são filhos de
Maria e, por conseguinte, filhos de Deus, como já mostramos
(nn. 29-30). E entre tantos devotos da Santíssima Virgem, os
devotos verdadeiros e fiéis são somente aqueles que se deixam
conduzir pelo seu espírito. Eu disse que o espírito de
Maria era o Espírito de Deus, porque Ela nunca se conduziu
pelo seu próprio espírito, mas sempre pelo de Deus, o qual
d'Ela tomou posse, de tal modo, que passou a ser o seu próprio
espírito. É por isso que Santo Ambrósio diz: “
Que a alma
de Maria esteja em cada um para glorificar o Senhor; que o
espírito de Maria esteja em cada um para se alegrar em
Deus”
.
Como é feliz uma alma quando - a exemplo de um bom
irmão jesuíta, chamado Rodriguez e falecido em odor de santidade
- ela é toda governada e possuída pelo espírito de Maria,
que é um espírito suave e forte, zeloso e prudente, humilde,
corajoso, puro e fecundo!
259.
A fim de que uma alma se deixe conduzir por este espírito
de Maria é preciso:
1º.
Renunciar ao seu próprio espírito, às suas próprias
luzes e vontades antes de fazer qualquer coisa
, por exemplo,
antes de fazer oração, de celebrar ou assistir à Santa Missa,
antes de comungar etc. Porque as trevas do nosso espírito
próprio e a malícia da nossa vontade e obras poriam obstáculo
ao santo espírito de Maria, se as seguíssemos, embora nos
parecessem boas.
2º. Entregar-se ao espírito de Maria para ser movida e
conduzida do modo que Ela quiser. Temos de nos pôr e nos
abandonar nas suas mãos virginais, como um instrumento nas
mãos do artífice, como uma cítara nas mãos dum bom músico.
É preciso perder-se e entregar-se a Ela, como uma pedra
que se atira ao mar, o que se faz tão simplesmente, num instante,
por um olhar do espírito, um pequeno movimento da
vontade, ou verbalmente, dizendo por exemplo:
“Renuncio a
mim mesmo e dou-me a Vós, ó minha querida mãe!”
E ainda
que não se experimente qualquer doçura sensível neste ato de
união, ele não deixa de ser verdadeiro, assim como se alguém
dissesse, o que Deus não permita: “Dou-me ao demônio”; se
o dissesse com sinceridade, embora sem qualquer mudança
sensível, não seria menos realmente do demônio.
3º.
Renovar este mesmo ato de oferecimento e de união,
de tempos a tempos, durante a ação ou depois dela.
Quanto
mais o repetir tanto mais depressa a alma se santificará e mais
depressa chegará à união com Jesus Cristo, pois esta segue-se
sempre à união com Maria, visto o espírito de Maria ser o de
Jesus.

II. Fazer tudo com Maria

260.
É necessário fazer todas as ações com Maria. Para isso
devemos pôr os olhos n'Ela, em todas as nossas ações, como
no modelo acabado de toda a virtude e perfeição. É o modelo
formado pelo Espírito Santo numa simples criatura, para nós
o imitarmos, na medida das nossas limitadas forças. É preciso,
portanto, que consideremos, em cada ação, o modo com o
qual Maria a fez ou faria se estivesse no nosso lugar.
Para isso devemos examinar e meditar as grandes virtudes
que Ela praticou durante a vida, particularmente:
1º. A sua
Fé viva, pela qual acreditou, sem hesitar, na
palavra do anjo. Acreditou fielmente, constantemente, até o pé
da Cruz, no Calvário;
177 -
2º. A sua
Humildade profunda, que a fez esconder-se,
calar-se, submeter-se a tudo e pôr-se no último lugar;
3º. A sua
Pureza toda divina, que não teve nem jamais
terá igual sob o Céu. Enfim, todas as suas demais virtudes (n.
108).
Lembremo-nos, torno a repetir, que
Maria é a grande
e a única Fôrma de Deus
(nn. 218-221), própria para formar
imagens de Deus, facilmente e em pouco tempo. Uma alma
que achou deveras esta Fôrma e n'Ela se perdeu, em breve se
transformará em Jesus Cristo, que este molde representa ao
natural.

III. Fazer tudo em Maria

261.
É necessário fazer todas as ações em Maria. Para bem
compreender esta prática, é preciso saber que a Santíssima
Virgem é o verdadeiro Paraíso Terrestre do Novo Adão, e que
o antigo paraíso não era mais que a sua imagem. Pois há neste
Paraíso Terrestre riquezas, belezas, raridades e doçuras
inexplicáveis, que o Novo Adão, Jesus Cristo, aí deixou. Neste
paraíso Ele achou as suas delícias durante nove meses, operou
as suas maravilhas e ostentou as suas riquezas com a
magnificência de um Deus. Este Lugar Santo não é composto
senão de uma terra virgem e imaculada, da qual foi formado e
se alimentou o Novo Adão, sem qualquer nódoa ou mancha,
pela operação do Espírito Santo que aí habita. É neste Paraíso
Terrestre que está verdadeiramente a árvore da vida, que produziu
Jesus Cristo, o fruto da vida; a árvore da ciência do
bem e do mal, que deu a luz ao mundo. Há neste lugar divino
árvores plantadas pela mão de Deus e regadas com a sua unção
divina, que produziram e produzem ainda, cada dia, frutos
de um sabor divino. Há canteiros esmaltados de belas e
variadas flores de virtudes, exalando aroma que perfuma os
próprios anjos. Há nele prados verdes de esperança, torres
inexpugnáveis de força, casas encantadoras de confiança etc.
A não ser o Espírito Santo, não há quem possa dar a conhecer
a verdade escondida sob estas imagens de coisas materiais.
Respira-se neste lugar o ar puro e incontaminado de pureza;
nele brilha o dia belo e sem mancha da santa humanidade;
irradia o Sol jucundo e sem sombras da Divindade; arde a
fornalha ardente e contínua da Caridade, em que todo ferro
que é lançado abrasa-se, transformando-se em ouro; nele há
um rio de humildade, que brota da Terra, e, dividindo-se em
quatro braços, banha este lugar encantado: são as quatro virtudes
cardeais (Gn 2, 8-10; n. 6).
262.
O Espírito Santo, pela boca dos Santos Padres, também
chama a Santíssima Virgem de:
1º. A
Porta Oriental, por onde o grande sacerdote Jesus
Cristo entra e sai do mundo (Ez 44, 2-3): Por Ela entrou a
primeira vez, por Ela virá a segunda vez;
2º. O
Santuário da Divindade, o Repouso da Trindade
Santíssima, o Trono de Deus, a Cidade de Deus, o Altar de
Deus, o Templo de Deus, o Mundo de Deus. Todos estes diferentes
epítetos e louvores são muito verdadeiros, atendendo
às diversas maravilhas e graças que o Altíssimo operou em
Maria.
Oh! Que riquezas! Oh! Que glória! Oh! Que prazer!
Oh! Que felicidade poder entrar e permanecer em Maria, onde
o Altíssimo colocou o Trono da sua Glória Suprema!
263.
Mas como é difícil a pecadores como nós obter permissão
e ter capacidade e luz para entrar neste lugar. Pois é
tão alto e tão santo que é guardado, não por um querubim,
como o antigo Paraíso Terrestre (Gn 3, 24), mas pelo próprio
Espírito Santo, que se tornou seu Senhor absoluto. Por isso
Ele diz a respeito de Maria:
“Tu és um jardim fechado, ó
minha irmã e esposa, tu és um jardim fechado e uma fonte
selada”
(Ct 4, 12). Maria está fechada e selada. Os miseráveis
filhos de Adão e Eva, expulsos do Paraíso Terrestre,
não podem entrar neste, senão por uma graça particular
do Espírito Santo, graça que devem merecer.
264.
Quando, pela fidelidade, se obteve esta insigne graça,
é preciso permanecer no interior de Maria, todo cheio de beleza.
É preciso ficar lá com complacência, descansar em paz,
apoiar-se confiadamente, esconder-se com segurança e perder-
se sem reservas
. O resultado será que, neste seio virginal:
1º. A alma
será nutrida pelo leite da sua graça e da sua
misericórdia maternal;
2º.
Será libertada das suas perturbações, temores e escrúpulos;
3º.
Estará em segurança contra todos os seus inimigos:
o demônio, o mundo e o pecado, que n'Ela jamais entraram.
Por isso Maria diz:
“Os que em mim operam, não pecarão”
(Eclo 24, 30)
. Isto é, os que em espírito permanecem na
Santíssima Virgem não cometerão pecados consideráveis;
4º.
Será formada em Jesus Cristo e Jesus Cristo nela,
Pois o seio de Maria é, como dizem os Santos Padres, a
Sala
dos Sacramentos Divinos
(n. 248), onde Jesus Cristo e todos
os eleitos foram formados:
“Um homem e um homem nasceu
d'Ela”
(Sl 86, 5; n. 32).

IV. Fazer tudo para Maria

265.
Devemos, finalmente, fazer todas as ações para Maria.
Pois, visto que nos entregamos totalmente ao seu serviço,
é justo que façamos tudo por Ela, como um criado, um servo,
um escravo. Não que a tomemos como fim último dos nossos
serviços, pois só Jesus Cristo o é. Mas tomamo-la como fim
próximo, como meio misterioso e fácil para ir a Ele.
Como bons servos e escravos, não devemos ficar ociosos,
mas é preciso que, apoiados na sua proteção, empreendamos
e realizemos grandes coisas para esta augusta Soberana.
É preciso defender os Seus privilégios, quando lhos disputam,
e sustentar a sua glória, quando a atacam. É preciso atrair
todo o mundo, se for possível, ao seu serviço, e a esta Verdadeira
e Sólida Devoção. É preciso falar e clamar contra os
que abusam da sua Devoção para ultrajar seu Filho, e, ao
mesmo tempo, estabelecer esta Verdadeira Devoção. É preciso
pretender apenas, como recompensa destes pequenos serviços,
a honra de pertencer a tão amável Princesa, a felicidade
de sermos por Ela unidos a Jesus, seu Filho, com um laço
indissolúvel, no tempo e na eternidade.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Louvores a São Longuinho 2014

Esta acontecendo a Festa de São Longuinho 2014. Ontem, primeiro dia do tríduo, que dirigiu as orações foi Matheus Pinto, o qual meditou: " É com muito alegria que aqui estamos para meditar neste primeiro dia de tríduo a conversão de São Longuinho. Como se deu a conversão de Longuinho? Ocorreu quando o soldado romano Longino, vendo o Cristo já morto não queria seus ossos quebrar, feriu-lhe com uma lança fazendo jorrar do coração redentor de Cristo, sangue e água, os mesmos respigaram nos olhos de Longino, o qual era cego de um olho., e após esse acontecimento ele tornou a ver. Neste momento Longino (o soldado romano) se ajoelhou e adorou o Cristo dizendo: "Realmente ele era filho de Deus!" Eu vejo neste momento, um momento de graça para Longino, pois ele estava cego do olho humano e do olho espiritual, e aqui acontece o momento que a visão dele se abre tanto no carnal quanto no espiritual, ai acontece sua conversão, pois, conta a tradição que após o acontecido, Longino se converteu e passou a se chamar Longuinho que quer dizer "lança"."

Hoje a noite tem a segunda noite de tríduo, tendo como dirigente Max Allam, o qual fará a meditação sobre a vida missionária de Longuinho.

A C. C. F. M NO TRÍDUO E FESTA DE SÃO LONGUINHO 2014!

TERCEIRA TARDE DE LOUVOR COM A MÃE PURÍSSIMA!

"Nós amamos porque primeiro Deus nos amou!" (1Jo 4, 19) Abrimos o mês da Bíblia com a Terceira Tarde de Louvor com a Mãe Puríss...