Mostrando postagens com marcador Advento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Advento. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

É Natal de Jesus!

Meus queridos, já podemos dizer que é natal de Jesus, venho partilhar convosco um pouco do que aprendi sobro o nascimento do nosso salvador.
A Igreja Católica, na sua magnifica tradição, celebra todos os anos a festa do Natal do Senhor Jesus Cristo. A origem desta festa se deu quando o rei Constantino se converteu ao católicismo, sendo que naquele tempo o o povo era pagão. No dia 25 de dezembro era celebrada a festa do deus sol, então a Igreja, com toda sabedoria pensou: se eles celebram o nascimento de um deus que não existe, por que não celebrar o nascimento do nosso Deus e Senhor? Então começou a celebrar o nascimento do Menino Jesus, nosso Salvador feito homem, não tem nada haver com adoração ao deus sol, mas se trata de adorar aquele que veio para nos salvar da escravidão do pecado.
O Natal, para mim, não é só festa e etc, mas é o momento de pensar de novo, na minha vida de cristão, e aqui eu vouto a bater nessa tecla de refletir sobre o meu ser cristão, então, não ha data tão propicia como essa, de tomar-mos vergonha e tirar as coisas ruins de dentro da gente.
Certa feita, uma criatura me disse que o natal é um tempo de nos amar-mos e etc, e eu perguntei: só no natal? Gente, o caso tá sério, a pessoa passa o ano todo lhe esculhambando e no natal vem dizer que quer te amar? me desculpe mas vá pra baixa da égua com esse tipo de conversa, vamos deixar de ser hipócritas e aprender a se amar o ano todo e no natal celebrar esse amor com os demais irmãos e irmãs, entende? É preciso que nós saibamos realmente viver como irmãos, irmãos que brigam mas que pedem desculpas, irmãos que sorrir juntos, se confraternizam juntos, que sabem viver realmente como momunidade, veja o exemplo da comunidade primitiva, os apostolos e todos os que os seguiam, viviam em unidade, é necessário que também nós aprendamos a viver em unidade.
Isto é celebrar o Natal de Jesus, igualdade, fraternidade, unidade nos faz igreja, nos faz irmãos.
Não sou nenhum padre, nem pretendo ser mas lhe digo uma coisa, muitos dos nossos problemas acabarão quando a gente aprender a viver em unidade, aliás não acabarão, mas ficarão mas leves e mais faceis de le dar.
E é isto que eu desejo neste Natal, que todos nós aprendamos a viver em unidade como os primeiros cristãos.

FELIZ E SANTO NATAL DE JESUS!!!

MATHEUS PINTO



Com Deus em nosso colo

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)

Uma das fantásticas es maravilhosas alegrias do Natal é encontrar-se com o Deus Menino,  a Criança Adorável que nos inunda de ternura e amor.   Ter a Deus no colo nosso coração, na manjedoura de nossa alma, para balançá-lo e afagá-lo com carinho, expressando para Ele o quanto significa para nós, e quanto precisamos Dele. 
Certamente esta presença divina pequenina entre nós, nos faz descobrir a verdadeira face de Deus, a sua infinita misericórdia e bondade.   Nos faz acreditar que é possível sonhar com um mundo sem guerras, com uma humanidade nova, fraterna e solidária.
Na sua fragilidade, candura e inocência se fortalece o nosso propósito de lutar pela paz, pela não violência, pela firmeza da verdade.    Iluminados pela sua graça nos reconciliarmos com a vida, com as nossas origens superando e curando nossas feridas, machucados e decepções.   Existe realmente a terapia do Natal, ela nos permite desvencilharmo-nos do que nos pesa na consciência, o que levamos de lembranças negativas, para renascer e recuperar a alegria e o gozo de viver.
O infinito e o divino irromperam no tempo e fizeram morada permanente na nossa história, se tornando um vizinho, um amigo e companheiro de jornada, para comunicar-se plenamente, sem mediações midiáticas ou virtuais, para poder abraçar e restaurar a nossa pobre condição.
Sim o sagrado se fez gente, para que nós pela graça participássemos da sua divindade, para sanar o mundo, para torná-lo um presépio  cheio de harmonia, equilíbrio, de sustentabilidade amorosa em comunhão com toda a criação, acolhendo a todas as criaturas no banquete da vida e do Reino.
Por isso é necessário anunciar como os Anjos o Natal, com a poesia e musicalidade da concórdia dos corações, com a delicadeza e gentileza, de quem cuida, ama e protege, pois, Natal como bem afirmava a imortal poetisa Cecília Meirelles se celebra uma vez no ano, mas acontece infinitas vezes na vida de cada pessoa, quando deixamos o Deus Criança entrar de novo na nossa alma sedenta de amor e de beleza.
Que possamos ter uma vez mais esta experiência de recriançar a nossa vida com fé, ternura e a pureza do Menino Deus.  Deus seja louvado!

sábado, 21 de dezembro de 2013

"Ao tornar-se Ele um de nós, nós nos tornamos eternos"


Bispo de Osório(RS)


Esse tema da “Campanha para a Evangelização” no Rio Grande do Sul, tirado do prefácio do Natal, foi um convite a preparar-nos para o Natal, tanto em nível pessoal como familiar e também como Grupos de Famílias. As tradicionais noveninhas que tanto bem fazem a quem se dispõe a caminhar com a comunidade certamente foram um jeito bonito de acolher o “Deus que vem”, o “Verbo da Vida” permitindo que ele entre em nossas casas pela presença de irmãos e irmãs que chegam para juntos escutarmos a Boa Noticia: “Hoje nasceu para vós o Salvador, Cristo Jesus”.
Se o advento é tempo de espera confiante, própria dos simples e puros de coração que na fé aguardam coisas novas que brotam do tronco de Jessé, o Natal é a concretização da promessa feita aos nossos pais na fé e anunciada pelos profetas: a vinda do Messias, o Salvador da humanidade, a Encarnação do Filho Unigênito de Deus.
Deus não teve medo de tornar-se um de nós. E porque nos ama desde a eternidade não teve receio de arriscar assumir nossa carne humana, obra de suas mãos, para que fosse reconduzida a sua glória original.
Embora, façamos memória todos os anos dos mesmos acontecimentos os sentimentos são sempre novos. Sempre experimentamos um nuance novo. É a vida do Salvador entrando em nosso coração e gerando o homem novo. Deus é sempre NOVO! E aos poucos vai mostrando-nos sua eterna novidade. Como afirma o papa Francisco: “toda ação evangelizadora autêntica é sempre NOVA”.
O Deus que veio, vem e virá deseja entrar em nossa casa, morar conosco, habitar nossas vidas, a de nossas famílias, comunidades e povos. Para os que andam nas trevas oferece sua luz, aos desanimados o consolador aconchego da manjedoura.
Um menino envolto em faixas nos lembra que: Natal é Jesus! Natal, portanto, é momento de aproximação entre o céu e a terra; é o Filho Unigênito de Deus descendo e os filhos dos homens subindo através Dele. É comunicação, esperança e vida. É momento de encontro, gozo, canto, louvor, momento de brindar a PAZ.
Deixemo-nos provocar por esse acontecimento que transformou o mundo e abriu para a humanidade um caminho de eternidade feliz. Deixemo-nos olhar e envolver por esse amor apaixonado do Senhor e não ficaremos confundidos.
Abramos nossas portas a Cristo Salvador e deixemos a luz do céu entrar com seu poder libertador e santificador. Assim nossa vida ficará iluminada por centelhas de eternidade.
“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa e tomaremos a refeição, eu com ele e ele comigo”.
Para nós cristãos, a ceia Eucarística é a forma por excelência para vivenciarmos essa comunhão humano divina. Façamos, também, da nossa ceia de Natal um momento santo e memorial da comunhão entre o céu e a terra; entre nós, pobres filhos e o Filho amado do Pai. Como é bom e bonito encontrar-se em família, trocar presentes, brindar o aniversário do nascimento do Menino Deus, Jesus.
Que tal oportunizar nesse tempo de paz um encontro com aquela pessoa – parente, vizinho, familiar ou amigo – afastada, as vezes por motivos mesquinhos: um mal entendido, uma ofensa involuntária e que continuam gerando magoa e ressentimento. Sentimentos estes que não fazem bem a nenhuma das partes. Sei que não é fácil dar o braço a torcer, mas faz tão bem quando conseguimos vencer nosso orgulho e restabelecer a comunhão. Um simples cartão de boas festas, um panetone ou um vinho dados de coração podem servir para quebrar o gelo. Um gesto de reconciliação e fraternidade vale muito mais do que presentões de joias e outros produtos de consumo inútil.
Não tenhamos medo de dar o primeiro passo. Como o anjo encorajou os pastores: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria que será para todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um salvador, que é o Cristo Senhor” (Lc 2,10-11) encorajemo-nos uns aos outros, pois com ele um novo mundo é possível, um mundo de paz e unidade, onde as pessoas se acolhem e se estimam como irmãos.
Essa “grande alegria” é tema central da recente encíclica do Papa. Abre sua exortação apostólica dizendo: “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria”.
Acolhamos, pressurosos, a vinda do Salvador, certos que nos atende apaixonadamente para o convívio consigo. “Convido todo cristão a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de procurá-Lo dia a dia sem cessar”.
E para ver como o Papa nos quer alegres: “Um evangelizador não deve ter constantemente uma cara de funeral. Recuperemos e aumentemos o fervor de espírito, a suave e reconfortante alegria de evangelizar”.
Neste dia Santo, não percamos a oportunidade de encontrar nossos familiares e saborear com eles, mais uma vez, a alegria e a paz que se depreendem do Natal do Senhor.
Unamo-nos ao coro dos anjos e aos humildes pastores de Belém cantando com alegria de coração: “Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens por ele amados” (Lc 2,14).
Aos irmãos e irmãs de nossa amada Diocese, aos visitantes veranistas que partilham conosco sua fé, nosso augúrio de um FELIZ NATAL.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

ANGELUS COM O PAPA - 15/12/2013


PAPA FRANCISCO
ANGELUS 
Praça de São Pedro
III Domingo de Advento
"Gaudete", 15 de Dezembro de 2013


Obrigado! Amados irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje é o terceiro domingo do Advento, chamado também Gaudete, ou seja, domingo da alegria. Na liturgia ressoa várias vezes o convite a alegrar-se, a rejubilar, porquê? Porque o Senhor está próximo. O Natal está próximo. A mensagem cristã chama-se «evangelho», isto é, «boa nova», um anúncio de alegria para todo o povo; a Igreja não é um refúgio para pessoas tristes, a Igreja é a casa da alegria! E quantos estão tristes encontram nela a alegria, a verdadeira alegria!
Mas a alegria do Evangelho não é uma alegria qualquer! Tem a sua razão de ser no saber que se é acolhido e amado por Deus. Como nos recorda hoje o profeta Isaías (cf. 35, 1-6a, 8a.10). Deus é aquele que nos vem salvar, e socorre sobretudo os desorientados de coração. A sua vinda entre nós fortalece, torna firme, dá coragem, faz exaltar e florescer o deserto e a estepe, ou seja, a nossa vida quando se torna árida. E quando é que a nossa vida se torna árida? Quando está sem a água da Palavra de Deus e do seu Espírito de amor. Por maiores que sejam os nossos limites e as nossas desorientações, não nos é permitido ser débeis nem vacilantes face às dificuldades e às nossas próprias debilidades. Ao contrário, somos convidados a fortalecer as mãos, a tornar firmes os joelhos, a ter coragem e a não temer, porque o nosso Deus nos mostra sempre a grandeza da sua misericórdia. Ele dá-nos a força para ir em frente. Ele está sempre connosco para nos ajudar a ir em frente. É um Deus que gosta muito de nós, que nos ama e por isso está connosco, para nos ajudar, para nos fortalecer e ir em frente. Coragem! Sempre em frente! Graças à sua ajuda podemos recomeçar sempre do início. Como? Recomeçar do início? Talvez haja quem diga: «Não, Pai, eu fiz tantas... Sou um grande pecador, uma grande pecadora... Não posso recomeçar de zero!». Erras! Tu podes recomeçar de zero! Porquê? Porque Ele espera por ti, está ao teu lado, ama-te, é misericordioso, perdoa-te, dá-te a força para recomeçar de zero! A todos! Então, sejamos capazes de reabrir os olhos, de superar tristezas e choros, de entoar um cântico novo. E esta alegria verdadeira permanece também nas provações, nos sofrimentos, mas desce ao profundo da pessoa que se confia a Deus e que n’Ele confia.
A alegria cristã, como a esperança, tem o seu fundamento na fidelidade de Deus, na certeza que Ele mantém sempre as suas promessas. O profeta Isaías exorta quantos perderam o caminho e estão desconfortados, a confiar na fidelidade do Senhor, porque a sua salvação não tardará a irromper na sua vida. Quantos encontraram Jesus ao longo do caminho, experimentam no coração uma serenidade e uma alegria das quais nada nem ninguém os poderá privar. A nossa alegria é Jesus Cristo, o seu amor fiel e inexaurível! Por isso, quando um cristão se torna triste, significa que se afastou de Jesus. Mas então não se deve deixá-lo sozinho! Devemos rezar por ele, e fazer-lhe sentir o calor da comunidade.
A Virgem Maria nos ajude a apressar os passos para Belém, para encontrar o Menino que nasceu para nós, para a salvação e a alegria de todos os homens. A Ela o Anjo disse: «Alegra-te, ó cheia de graça: o Senhor está contigo» (Lc 1, 28). Que Ela nos obtenha viver a alegria do Evangelho em família, no trabalho, na paróquia e em todos os ambientes. Uma alegria íntima, feita de admiração e ternura. A que sente uma mãe quando olha para o seu filho recém-nascido, e sente que é um dom de Deus, um milagre que se deve agradecer!

Depois do Angelus
Queridos irmãos e irmãs, lamento que estejais debaixo da chuva! Mas eu estou convosco, daqui... Sois corajosos! Obrigado!
Hoje a primeira saudação é para as crianças de Roma, que vieram para a tradicional bênção dos «Bambinelli», organizada pelo Centro dos oratórios romanos. Queridas crianças, quando rezardes diante do vosso presépio, recordai-vos também de mim, como eu me recordo de vós. Agradeço-vos, e feliz Natal!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

ADVENTO E MARIA!

Dom Orani João Tempesta/Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

"

Ave, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres."
Ouvindo as palavras alegres de saudação enviadas pelo arcanjo Gabriel à Virgem Santíssima, eu gostaria de chamar a atenção de todos para a dimensão extraordinária do mistério da vida de Maria. É um momento em que o homem se abre para a ação de Deus e a experiência da Sua proximidade em sua vida.
Neste tempo do Advento, acompanhamos de perto os episódios da vida de Maria. Celebramos suas festas: Imaculada Conceição, Nossa Senhora de Loreto, Nossa Senhora de Guadalupe, esta padroeira da América Latina e Imperatriz da América.
A expressão "cheia de graça" indica a ação específica de Deus, que transforma Maria pela graça e faz dela agradável e preparada para os seus planos. Graça é, aqui, o amor e a bondade de Deus a Maria e através dela a cada um de nós. O Beato Papa João Paulo II em sua Encíclica dedicada à Mãe do Redentor (Redemptoris Mater) enfatizou que Deus deu a Maria a plenitude da graça por causa do amor pela humanidade mergulhada no pecado, para o qual ela tinha que levar o Salvador: "Se a saudação e o nome "cheia de graça" dizem que tudo isso está no contexto da Anunciação do anjo eles se relacionam principalmente com a eleição de Maria como Mãe do Filho de Deus. Simultaneamente, plenitude de graça indica todo o dom sobrenatural de Maria, que está relacionado com o fato de ter sido escolhida e destinada a ser a Mãe de Cristo"(RM 9). A graça é um dom de Deus que Ele dá a Maria com amor por causa de seu Filho amado.
"Ave, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres" (Lc 1,28). Durante a Anunciação do Anjo do Senhor, não só revelou a bondade especial de Deus por Maria, mas também anunciou um presente de amizade e intimidade com Deus, nas palavras: "O Senhor está com você." Este dom expressa a presença de Deus na vida de Maria, em seus pensamentos, desejos e ações.
O dom da presença de Deus em sua vida recebeu o povo escolhido do Antigo Testamento para ser capaz de realizar tarefas difíceis e importantes. Garantir a presença de Deus na vida, como foi a dos patriarcas Abraão, Jacó e Moisés, e dos profetas, Elias, Isaías e Ezequiel. Maria goza da presença do Senhor em sua vida como os profetas da Antiga Aliança. Mais, ela traz o Filho de Deus ao mundo. A presença de Deus em sua vida tornou-se para ela uma fonte de força, coragem e alegria.
A proximidade de Deus na vida de Maria acrescentou coragem de aceitar a Sua vontade para ser a Mãe do Seu Filho. A certeza do Anjo expressa nas palavras: "O Senhor está com você", foi a confirmação de que Deus não abandona o homem a si mesmo, quando Ele confia de seu mensageiro cumprir a tarefa de dizer a Maria: "Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus"(Lc 1,30). Só Deus pode proteger e assegurar o futuro do ser humano. Onde Deus está presente, uma pessoa não tem que ter medo do mal. Maria aceita o mistério de ser a Mãe do Filho de Deus, e tornou-se testemunho da proximidade de Deus na vida humana.
Após a saudação, mostra um anjo consolador e, em seguida, diz a Maria: "Eis que conceberá e dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo" (Lc 1,30-32). Anunciação é a manifestação do mistério da Encarnação ao mundo. Representa o início do comunicar-se salvífico de Deus para o homem e toda a sua criação. Quanto à graça de Deus dada ao homem, o Papa João Paulo II, em sua Encíclica Redemptoris Mater, sublinha: "Maria é a cheia de graça, porque a Encarnação do Verbo, na união hipostática do Filho de Deus com a natureza humana, se realiza e se cumpre" (RM 9).
Maria, através do poder do Espírito Santo, que é a promessa e dom do Pai, tornou-se a Mãe do Filho de Deus. Ela tem um amor especial de Deus, mas também corresponde à proposta de um fiat maduro a Deus. A Santíssima Virgem dá-nos hoje uma mensagem especial de apoio, que Deus concede tudo pronto se você concorda em aceitar a Sua vontade. É uma testemunha, como Deus chama as pessoas fracas e frágeis para perseguir grandes planos, como o poder do Espírito Santo faz grandes coisas, permitindo assim um homem simples para levar uma grande missão ao mundo.
Nossa Senhora, que recordamos neste abençoado tempo litúrgico, é um grande poder de Deus, que fala de pessoas pobres. Ela ensina a conversa humilde e confiante com Deus e encoraja a aceitação da Sua vontade. É acontecimento salvífico, que também nos ajuda a reconhecer a presença de Deus e a responder o fiat maduro sobre a sua proposta. Recorda que Deus apoia a sua graça a cada homem que executa a sua vontade, dá-lhe a sua proximidade e intimidade; enche o coração de alegria e amor. Fazer a vontade de Deus e encontrar-se com a Sua proximidade: eis passos importantes neste tempo do Advento que Maria nos sinaliza!
Maria é a única pessoa livre tanto do pecado original como de qualquer pecado pessoal. Na saudação de Maria, o anjo não usa o nome dela, mas a chama de "cheia de graça". A Igreja reconhece que Maria, como Mãe de Deus, foi de uma maneira especial dotada desde o momento da concepção, unida a Ele pela graça.
Este fiat de Maria leva-nos a mostrar como ela se coloca totalmente disponível a fazer a vontade do Senhor. Façamos um paralelo do SIM de Maria com o chamado que Deus apresenta para nós no plano do seu Reino. Também nós devemos dar nossa resposta generosa de entrega total nas mãos de Deus. O Sim de Maria Santíssima se efetivou em cada momento de sua vida, não apenas naquele momento da visita do anjo. Portanto, todos os batizados são chamados a efetivar seu SIM por toda a vida como Maria, entregando-se a Deus. Eis um belo compromisso neste tempo de preparação para o Natal!
Maria abraçou o plano eterno de amor de Deus. Este abraço pleno se estende quando Maria vai até sua prima Isabel em forma de serviço: presença deste plano de amor do Pai. Em cada momento vemos Maria guiada pelo amor. E no madeiro da cruz, quando Jesus a oferece como nossa Mãe, ela aí está intercedendo por nós junto ao seu Filho amado.
Maria foi descobrindo o plano de Deus ao longo de sua vida. Sempre se colocou como a mulher que está a serviço de Deus. Por isso, descobre a cada instante o plano de Deus a seu respeito e dá sua resposta generosa, resposta de amor.
Que a Virgem Maria nos ensine a viver este tempo de preparação próxima para o Natal com a mesma disponibilidade e fé.

Vem Senhor Jesus!!!

Dom Canísio Klaus
Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)

Estamos por festejar mais um aniversário natalício de Jesus Cristo. Os dias que o antecedem são de preparação e alegre expectativa. A liturgia nos motiva a olharmos para a família de Maria e José e com ela nos predispormos a acolher o Deus que se fez criança numa pequena cidade do interior de Israel. A exemplo dos pastores e dos sábios que vieram do Oriente, queremos reverenciar este menino, dando-lhe as boas vindas e apresentando-lhe os nossos presentes.
Nos dias que antecedem ao Natal, as famílias se juntam em grupos e as comunidades se reúnem nas igrejas com o intuito de rezar, aprofundar a Palavra de Deus e celebrar o sacramento da reconciliação. Ao mesmo tempo, presépios e pinheirinhos são montados nas casas e igrejas, as ruas ganham nova iluminação e a sociedade promove eventos para comemorar a chegada do Menino Jesus.
Quando a gente comemora o aniversário de alguém é costume entregar um presente ao homenageado. E, para acertar no presente, tornou-se costume pesquisar os interesses da pessoa. Qual será o presente que Jesus gostaria de receber? O que vamos lhe dar para que fique satisfeito? Qual é mesmo o presente que vamos dar a Jesus no Natal de 2013?
Também é costume, nos aniversários, o homenageado oferecer alguma coisa aos convidados. Por vezes é um bolo. Outras vezes é um almoço, jantar, café da tarde... Além do grande presente que Ele próprio é, o que mais será que o menino Jesus tem a nos oferecer? Algumas coisas são evidentes. Com a sua chegada, a paz se tornou possível: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra às pessoas de boa vontade”. O seu desejo é que reine a paz entre as pessoas: “A paz esteja convosco”. O Deus que um dia foi menino, nos oferece o perdão: “teus pecados estão perdoados”. Ele nos garante o seu amor: “Como o meu Pai me ama, eu também vos amo”. Nos anima na esperança: “Não se perturbe nem se atemorize o vosso coração”. Finalmente, Ele nos promete o Espírito Santo: “Recebei o Espírito Santo”!
Com tantas coisas bonitas com as quais o aniversariante nos brinda, cabe-nos perguntar: nós ficamos satisfeitos com aquilo que nos é oferecido? Nós valorizamos aquilo que o aniversariante Jesus de Nazaré nos oferece por ocasião do seu aniversário? Nós aceitamos a sua proposta de paz, o amor com que Ele nos acolhe, o perdão que nos oferece? O que estamos fazendo com os dons que o Espírito Santo nos dá?
Faço votos que o Natal que logo mais vamos celebrar sirva para animar a alegria e a esperança de todas as pessoas. Que seja um Natal de paz, harmonia e fraternidade! Feliz Natal!

Fim da Ano na Comunidade Católica dos Filhos de Maria

A  Comunidade dos Filhos de Maria, vem por este divulgar a programação de fim de ano na missão em Aracaju.

PROGRAMAÇÃO

Dia 20/12- Inicio da Novena e Festa da sagrada Família de Nazaré, as 11:30, e vai ate o dia 29/12.
Dia 24/12- Paraliturgia Solene da Noite do Natal do Senhor, 00hs
Dia 25/12- Paraliturgia do Natal do Senhor; Capelinha Sagrada Familia: 10hs (Obs.: Haverá café da manhã com a Comunidade Sagrada Família antes da Paraliturgia)
Dia 29/12- Festa da Sagrada Família de Nazaré - Paraliturgia Solene.
Dia 31/12- Dia de oração pela Comunidade Católica dos Filhos de Maria e Paraliturgia de Ação de Graças pelo ano de 2013.

Dia 01/01/2014- Paraliturgia de Ano Novo, Festividade de Nossa Sra Mãe de Deus e primeiro dia do tríduo em honra ao Bom Jesus dos Navegantes, as 10:30.
Dia 04/01/2014- Paraliturgia Solene do Bom Jesus dos Navegantes.

A
COMUNIDADE CATÓLICA DOS FILHOS DE MARIA
DESEJA A TODOS UM FELIZ E SANTO NATAL
E UM ABENÇOADO 2014.


PAZ E BEM!!!

MATHEUS PINTO




terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O que desejamos do e no Natal?

Li há algum tempo atrás uma estatística interessante que a famosa revista Stern da Alemanha fez na época do Natal, perguntando aos alemães o que eles gostariam no e do Natal. Os quatro primeiros desejos expressos foram: 89% responderam: “Eu gostaria de estar junto com a família”; 54% responderam: “Eu me alegro com o encontro com os amigos, parentes e conhecidos”; 37% responderam: “O importante para mim é a celebração do nascimento de Jesus Cristo e a participação no culto”; e 21% responderam: “Para mim o mais importante são os presentes de Natal”.
 
"Nós somos mais humanos quanto mais convivemos com os outros". 
Chama a atenção que as duas primeiras respostas atendem uma necessidade bem humana: conviver com outras pessoas, sejam familiares, amigos e conhecidos. No mundo europeu, onde o progresso e o desenvolvimento deram passos gigantescos, o lado humano continua sendo a grande necessidade de realização. Nós somos mais humanos quanto mais convivemos com os outros. No dia a dia da vida, correndo atrás apenas do mero progresso e desenvolvimento material, acabamos nos desumanizando.
Apenas a resposta em terceiro lugar na hierarquia dos desejos dos alemães, que, afinal, é o grande motivo do Natal: “a celebração do nascimento de Jesus Cristo e a participação do culto”, revela, como paulatinamente vai desaparecendo o cerne do Natal. Por isso, cada vez mais é necessário acentuar: Natal acima de tudo é Jesus Cristo. Se desaparecer este cerne, inclusive a grande necessidade humana da convivência vai águas abaixo. Conviver com o outro na paz, na justiça, na solidariedade, no perdão, na promoção só é possível quando tivermos consciência que cada outro é um Jesus Cristo encarnado.
A quarta resposta sobre os “presentes”, como sendo o mais importante, mostra o quanto estamos nos materializando cada vez mais. Os presentes sempre são expressão de algo humano. Jamais podem tornar-se “o mais importante”. E onde fica o presente maior que é Jesus Cristo? A troca de presentes na época de Natal, enquanto expressão deste presente maior, somente isso tem algum sentido. Sem o mesmo, tornamo-nos cada vez mais materializados e consequentemente vazios. Apesar de tantos presentes, a humanidade anda vazia! O que preenche a pessoa humana é o grande presente Jesus Cristo, enviado por Deus-Pai e encarnado na nossa história na gruta de Belém, do qual todos os outros presentes são mera expressão.
Enquanto fazia esta análise das quatro respostas dos alemães, vinha-me sempre em mente a forte curiosidade de saber como nós brasileiros nos posicionamos diante do Natal. Somos considerados o país mais católico do mundo. Mas será que somos verdadeiramente cristãos? Os cristãos, como o próprio nome diz, colocam Jesus Cristo acima de tudo. Logo, Natal deveria ser em primeiro lugar a celebração do nascimento de Jesus Cristo e essa acontecendo nas celebrações eucarísticas natalinas nas comunidades cristãs. Afinal, Jesus nasce como? Especialmente em cada Eucaristia celebrada e participada. O resto é extensão disso.

+Dom Jacinto Bergmann 
Arcebispo de Pelotas (RS)

Maria Imaculada, aurora da Redenção

«Salve, cheia de graça, o Senhor está contigo!» (Lc 1, 28). Em união com toda a Igreja, celebramos hoje (08) a Solenidade da Imaculada Conceição, a singular graça e privilégio da Virgem Maria: desde a sua concepção, em ordem à sua maternidade divina, ela foi preservada de toda a mancha de pecado e enriquecida com uma plenitude de graça incomparável. Ela é, por isso, a mais santa de todas as criaturas!
Celebramos a Imaculada Conceição. Na verdade, foi no dia 8 de dezembro de 1854 que o Papa Pio IX proclamou este Dogma, dizendo: “Declaramos, pronunciamos e definimos que a doutrina que afirma que a bem-aventurada Virgem Maria, no primeiro momento da sua concepção, por graça de Deus, foi preservada imune de toda a mácula do pecado original, é uma doutrina revelada por Deus e que assim deve ser acreditada firmemente”.
Celebrar esta solenidade é sentir o Coração de Maria palpitar de amor por Deus e por nós, na imensidão do mistério de Graça e de Amor do Pai pela Humanidade. Qual nova Eva, “cheia de graça”, Maria refulge na Igreja com as suas excelsas virtudes: ela é verdadeiramente Mãe, educadora e modelo da Igreja. “A Igreja, ensinada pelo Espírito Santo, consagra-lhe, como mãe amantíssima, filial afeto de piedade” (LG 53).
O “Sim” que iluminou a história
Os textos bíblicos apontam para o cumprimento das promessas da alegria e esperança messiânicas, revela-nos a força criadora e santificadora do Espírito Santo, que enche de beleza o universo e dá sentido pleno à vida humana.
Em Maria, Deus torna-se proximidade: a distância entre o céu e a terra foi vencida pela obediência da fé à palavra do Anjo Gabriel. Toda a história da Salvação se recolhe no coração da jovem de Nazaré, transformado em templo da Nova Aliança. Pela Encarnação do Verbo, o Pai manifesta o Seu Amor eterno pela Humanidade. “Ele nos predestinou, conforme a benevolência da sua vontade, a fim de sermos seus filhos adotivos, por Jesus Cristo” (Ef 1,5).
O “Sim” da Anunciação, recordado no texto do Evangelho (cf. Lc 1, 26-38), iluminou a história do mundo. A partir desse momento, Maria consagrou-se, inteiramente, ao serviço de Deus e de toda a família humana: “Eis a Serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (1,38). Tal como no início da criação o Espírito Santo estava presente com a sua força criadora, também na Anunciação do Anjo, é o mesmo Espírito o autor da nova Criação, através do “Sim” incondicional de Maria à Palavra de Deus.
 
"A humildade foi assumida pela majestade; a fraqueza, pela força; a mortalidade, pela eternidade"
Na humilde casa de Maria, em Nazaré, perante a perplexidade da jovem, o Anjo Gabriel comunica-lhe a mensagem divina: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra” (v35). Revela-se, deste modo, a relação misteriosa daquele Menino que está para nascer com Deus, Seu Pai. Assim escreveu São Leão Magno: “A humildade foi assumida pela majestade; a fraqueza, pela força; a mortalidade, pela eternidade”.
Senhora do Advento
A Virgem Maria, Imaculada Conceição, celebrada no Advento, é verdadeiramente a Estrela da manhã, que nos guia até ao Natal de Jesus. O Advento é o tempo de Maria. É ela, a aurora da Redenção, que introduz a Igreja numa autêntica caminhada de Advento. As tradicionais “Missas do Parto”, já tão próximas, celebradas na nossa terra, apontam-nos caminhos novos de conversão e vigilância, de intimidade com Deus e de amor solidário para com os irmãos mais carenciados.
É neste sentido que Advento e Natal nos aparecem como tempos especiais de atenção mútua, de interesse pela vida e problemas uns dos outros, de maior preocupação na entreajuda e partilha fraterna de bens. A quadra do Natal tem sempre a marca da solidariedade e da fraternidade cristã, que se traduz em gestos concretos de presença e ajuda a quem mais precisa.
Modelo de fé e de santidade, de amor e fidelidade a Deus, Maria toma-nos pela mão e convida-nos a estarmos atentos à escuta do Espírito Santo, para um verdadeiro seguimento de Cristo. É o Espírito que mantém acesa a chama, que revigora a nossa caminhada de fé e dá sentido à nossa vida, também nestes tempos de crise e dificuldades do mundo atual
† António Carrilho, Bispo do Funchal (Portugal)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Algumas antigas lendas natalinas da França e da Inglaterra

Toque de sino exorcístico“O momento em que o Maligno finalmente fica reduzido à impotência é o do tilintar do primeiro toque da meia-noite de Natal”.(1)

A raiva do demônio

“Um antigo conto de Natal nos apresenta uma descrição forte e ingênua da raiva do demônio pela vinda do Messias:

“'Eu me enraiveço'.

O demônio, certamente, dentro de seu coração se enraivece, porque Deus vem presentemente salvar os filhos de Adão e de Eva, de Eva, de Eva!

Ele reinava absolutamente sem nos dar trégua, mas esse santo acontecimento livra os filhos de Adão e de Eva, de Eva, de Eva!

Cantemos o Natal altamente, saiamos de nosso pesadelo, bendigamos a salvação de todos os filhos de Adão e de Eva, de Eva, de Eva”.(2)

Sortilégios perdem o poder

“No Limousin, França, percorrendo os campos, encontra-se a crença de que os malefícios, os sortilégios e todas as obras do espírito do mal perdem seu poder na noite de Natal; e que é permitido chegar até os tesouros mais escondidos, pois a vigilância dos monstros –– ou dos seres preternaturais que os guardam –– torna-se nula, ou seu poder suspenso”.(3)

Shakespeare recorda uma lenda

“Dizem que, sempre na época em que é celebrado o Natal de nosso Salvador, o pássaro da aurora canta durante toda a noite; e então, nenhum espírito mau ousa vagar pelo espaço; as noites não trazem malefícios, os planetas não exercem má influência, nenhum encantamento consegue atrair, nenhuma bruxa tem o poder de fazer mal: tão abençoado é esse tempo, e tão sagrado!”.(4)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Natal é Jesus no meio de nós

No dia 25 de dezembro celebramos a grande festa do nascimento de Jesus, nosso Senhor e Salvador. Para esta festa religiosa, todos nos preparamos com um tempo litúrgico, que chamamos de advento. O tempo do Advento, composto de quatro domingos, ajuda-nos a refletir, à luz da Palavra de Deus, sobre a primeira e a segunda vinda de Jesus. Podemos também pensar, contemplando a nossa história, sobre a vinda de Jesus, para a qual já estamos nos preparando, à medida em que vamos nos identificando com Cristo, por meio de nossas atitudes, ações e decisões que precisamos tomar diariamente relacionadas à nossa família, ao mundo do trabalho e às nossas comunidades eclesiais. Dessa forma, conduzidos pela fé, mediante nosso testemunho e ação missionária, as realidades humanas, marcadas por sinais de morte, vão se transformando num ambiente de vida, onde passará a reinar a paz, a alegria, a justiça, o amor e o perdão, e o reino de Deus certamente já estará acontecendo entre nós.
Um forte apelo que a Palavra de Deus nos faz na liturgia do advento, neste tempo preparatório para celebrarmos o nascimento de Jesus, é a necessidade de uma conversão profunda, que requer mudanças significativas das nossas estruturas pessoais, familiares, comunitárias e sociais. "Um forte apelo que a Palavra de Deus nos faz na liturgia do advento, neste tempo preparatório para celebrarmos o nascimento de Jesus, é a necessidade de uma conversão profunda". O documento 104 da CNBB, seguindo o espírito do documento de Aparecida, fala-nos da necessidade de uma conversão pastoral na Igreja. Uma mudança de paradigmas, no jeito de evangelizar, na maneira de levarmos avante o convite de Jesus: “Ide, fazei discípulos entre todas as nações” (cf. Mt 28, 19). Os bispos falam que estamos vivendo um tempo marcado por grandes mudanças, uma nova época que “nos desafia a rever a nossa ação evangelizadora e pastoral-paroquial em vista da urgência de uma nova evangelização” (CNBB 104, 84). E, diante disso, não podemos ignorar de que somos membros de uma Igreja que está em estado permanente de missão. Que o tempo litúrgico para a celebração do nascimento de Jesus nos favoreça a essa conversão pastoral, pela qual a ação evangelizadora da Igreja será sempre mais eficaz apostolicamente; e que nos tornemos mais abertos e dispostos, sustentados pela fé, esperança e caridade, a viver comprometidos, numa dinâmica vida comunitária, como ardorosos discípulos missionários de Cristo. Então, com toda a alegria, suscitada pela contemplação do menino Jesus no presépio, poderemos proclamar esta incentivadora Palavra: “Vamos até Belém e vejamos o que se realizou e o que o Senhor nos manifestou” (Lc 2,15b). Pois é aí que vamos encontrar aquele que “o nosso coração ama” (cf. Ct 3, 4), que é nossa paz, nossa alegria, “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6), a fonte de nossa verdadeira felicidade e a razão que nos motiva a renovarmos nossas paróquias em autênticas redes de comunidades, onde haveremos “de proclamar que Jesus é o Senhor da Vida e que é o único que pode trazer a vida em abundância para todos” (cf. Jo 10,10). Acompanhando a Sagrada Família desde Belém, possamos com firmeza, à luz da fé, brilhar para o mundo e enveredar nossos passos pelas sendas da justiça, da paz e do amor, em busca de uma sociedade fraternalmente mais rica de humanidade. Que Jesus Menino vos abençoe! +Dom Celso A. Marchiori Bispo de Apucarana

A glória de Deus no alto dos Céus, aspecto secundário do Natal?

Repousais, Senhor, em vosso misérrimo e augustíssimo presépio, sob os olhos da Virgem, vossa Mãe, que vertem sobre Vós os tesouros inauferíveis de seu respeito e de seu carinho. Jamais uma criatura adorou com tão profunda e respeitosa humildade o seu Deus. Nunca um coração materno amou mais ternamente seu filho. Reciproc
amente, jamais Deus amou tanto uma mera criatura. E nunca filho amou tão plenamente, tão inteiramente, tão superabundantemente sua mãe. Toda a realidade desse sublime diálogo de almas pode conter-se nestas palavras que indicam aqui todo um oceano de felicidade, e que em ocasião bem diversa haveríeis de dizer um dia do alto da Cruz: Mãe, eis aí teu filho. Filho, eis aí tua Mãe (cf. Jo. 19, 26). E, considerando a perfeição deste recíproco amor, entre Vós e vossa Mãe, sentimos o cântico angélico que se levanta das profundezas de toda alma cristã: “Glória a Deus no mais alto dos Céus, e paz na terra aos homens de boa vontade” (Luc. 2, 14). * * * * “Paz na terra aos homens de boa vontade” O jogo complicado mas célere das associações de imagens me faz sentir imediatamente que em numerosas ocasiões no ano que finda ouvi falar de paz, e de homens de boa vontade. Curioso… dou-me conta de que ouvi falar menos, e até muito menos, da glória de Deus no mais alto dos Céus. A bem dizer, disto quase não ouvi falar. Nem mesmo implicitamente; pois implicitamente se fala da glória de Deus quando se afirmam os soberanos direitos d’Ele sobre toda a criação, e, por amor a Ele, se reivindica o cumprimento de sua Lei por parte dos indivíduos, famílias, grupos profissionais, classes sociais, regiões, nações, e toda a sociedade internacional. Por que este silêncio, pergunto-me eu? Por que os homens querem tanto a paz? Por que tantos homens se ufanam de ter boa vontade? E por que tão poucos são os que se preocupam com a glória de Deus, e se blasonam de por ela agir e lutar? Em outros termos, o fato essencial do vosso Santo Natal, Senhor, seria só a paz na terra para os homens de boa vontade? E a glória de Deus no mais alto dos Céus seria como que um aspecto colateral, longínquo, confuso e insípido para os homens, do grande evento de Belém? Em outros termos ainda, a paz dos homens vale mais que a glória de Deus? A terra vale mais que o Céu? O homem vale então mais do que Deus? E a paz na terra pode ser obtida, conservada e até incrementada sem que com isto nada tenha a ver a glória de Deus? Por fim, o que é um homem de boa vontade? É o que só quer a paz na terra, indiferente à glória de Deus no Céu? Todas estas questões convidam a uma detida análise do cântico angélico. * * * * Admirável profundidade de toda palavra inspirada! Tão simples que até uma criança o pode compreender, o cântico dos Anjos de Belém encerra entretanto verdades das mais profundas. Como é proveitoso, pois, nutrir o espírito com essas palavras, para participar devidamente das festas do Santo Natal! Ajudai-nos, Mãe Santíssima, Sede da Sabedoria, com vossas preces, para que, iluminados pelas claridades que de Jesus dimanam, possamos entender o cântico angélico que é o mais perfeito e autorizado comentário do Natal. * * * * “Homem de boa vontade”: o que representa isto aos olhos de tantos e tantos de nossos contemporâneos? Para o sabermos, basta indagar: boa vontade para com quem? A resposta salta impetuosa e impaciente, como sói acontecer quando a pergunta tem algo de ocioso por inquirir o que é quase evidente. Ora bolas, dirão muitos de nossos coetâneos, boa vontade para com o próximo. Aquele que, ateu ou sequaz de uma religião, seja ela qual for, adepto da propriedade privada, do socialismo ou do comunismo, quer que todos os homens vivam alegres, na fartura, sem doenças, sem lutas, sem riscos, aproveitando o mais possível esta vida, este é um homem de boa vontade. Visto nesta perspectiva, o homem de boa vontade é um artífice da paz. Diz o ditado que “em casa onde falta o pão, todos brigam e ninguém tem razão”. Logo, onde há pão todos têm razão e há paz. Onde há pão, teto, remédios, segurança, com maioria de razão há necessariamente a paz. * * * * E a glória de Deus? Para o “homem de boa vontade” assim concebido, é ela um elemento supérfluo no que se refere à paz na terra. Pois é da adequada ordenação da economia que decorre a boa ordem na vida social e política, e portanto a paz. “Supérfluo” é dizer pouco, a respeito da glória de Deus no Céu, considerada em função da paz na terra. Como alguns homens crêem em Deus, e outros não crêem, e como entre os que crêem há diversidade no modo de entender Deus, este último pode atuar como perigoso fautor de divisões, discussões e polêmicas. Deus é um senhor por demais comprometido há milhares de anos em polêmicas, para que dele se fale a toda hora. Para ter paz na terra é melhor não estar falando a todo momento sobre Deus e sua glória no Céu. E depois… o Céu é tão vago, tão longínquo, tão incerto! Que dele falassem os Anjos, vá lá, pois lá moram. Mas nós homens, cuidemos da terra. Unir a glória celeste à paz terrestre é para o “homem de boa vontade” algo de tão incorreto, supérfluo e pejado de fatores de luta quanto é, por exemplo, imprudente unir a Igreja ao Estado. A Igreja livre do Estado e o Estado livre da Igreja, eis um anelo bem típico do “homem de boa vontade”. A paz terrena liberta de implicações religiosas, e Deus no seu Céu e sua glória, sorrindo de braços cruzados para a terra em paz, a uma tal distância da terra que lá não chegue nem sequer o Lunik, eis o ideal do “homem de boa vontade”. * * * * Estas são as considerações do “homem de boa vontade” entre aspas, cujo coração está longe do Céu, e cujo olhar só se detém sobre a terra. Contudo, quanto divergem elas do sentido próprio e natural do cântico angélico! Realmente, se o Natal dá glória a Deus no mais alto dos Céus e simultaneamente é a fonte da paz na terra para os homens de boa vontade – e foi o que os Anjos proclamaram em seu cântico – não se pode dissociar uma coisa da outra. Sem que os homens dêem glória a Deus, não há paz no mundo. E a guerra, enquanto considerada no agressor culpado, é incompatível com a glória de Deus. Vós, Senhor Jesus, Deus humanado, sois entre os homens o Príncipe da Paz. Sem Vós a paz é uma mentira e, afinal, tudo se converte em guerra. E é porque os homens não compreendem isto, que procuram de todos os modos a paz, mas a paz não habita no meio deles. O que é então o homem de boa vontade, se não é o homem que ama o próximo? Será porventura o que odeia seu próximo? Ao fariseu, que Vos chamou de bom Mestre, perguntastes: por que Me chamais de bom, se só Deu é bom (cf. Luc. 18, 19)? Se só Deus é bom, a boa vontade autêntica é a que se volta toda para Deus, e ama o próximo, não pelo mero amor do próximo, mas pelo amor de Deus. O homem é tal, que não pode amar o próximo pelo próximo. Ou o ama por amor de si mesmo, e isto é egoísmo. Ou o ama por Deus, e isto sim é amor verdadeiro. Em conseqüência, a “boa vontade” agnóstica e a paz terrena que ela tende a instaurar, nem são boa vontade autêntica, nem paz verdadeira. E o falso “homem de boa vontade” é em última análise um semeador de guerras e um artífice de ruínas. * * * * Mas, dirá alguém, como pode ser Jesus o fundamento da paz, se ninguém como Ele tem suscitado tanto ódio? O populacho cumulado por Ele de favores espirituais e materiais de toda ordem, preferiu-Lhe Barrabás, um bandido. Isto não é ódio? Os Imperadores contra Ele moveram perseguições atrozes. Os arianos contra Ele mobilizaram todas as potências da terra. Depois vieram os maometanos. E depois, e depois, todos os grandes vagalhões da História, até o nazismo e o comunismo. Aliás, acrescentaria talvez alguém, Simeão bem exprimiu essa verdade, profetizando que Ele seria ao longo da História uma pedra de escândalo, um sinal de contradição para a morte e ressurreição de muitos (cf. Luc. 2, 34). Ele próprio disse de Si que trazia à terra o gládio (cf. Mat. 10, 34). Por melhor que tudo isto seja, poderia argumentar um “homem de boa vontade” entre aspas, a verdadeira paz, isto é, uma plena e completa desmobilização dos espíritos, uma inteira cessação não só de todas as guerras como de todas as polêmicas, não é possível com Jesus Cristo. A paz só é autêntica quando abstrai de todas as controvérsias, inclusive aquelas a que Jesus Cristo – sem culpa própria, concede o “homem de boa vontade” – dá ocasião. * * * * Sim? diria um homem de boa vontade autêntico, isto é, um homem que com todas as veras de sua alma ama a Deus. Neste caso, é por burla que a Escritura chama Jesus Cristo Príncipe da Paz (cf. Is. 9, 6), e a Igreja, fazendo eco ao Batista (cf. Jo. 1, 29 e 36), O apresenta como um manso Cordeiro a quem os homens devem pedir o dom da paz: “Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, dona nobis pacem”. Ou é por que a verdadeira paz não exclui a luta do bem contra o mal, a polêmica entre a luz e as trevas, o perpétuo esmagar da cabeça da Serpente pela Virgem sem mancha, a hostilidade entre a raça oriunda da Virgem e a raça da Serpente? A paz é a ordem de Cristo no Reino de Cristo. Ela tem pois como condição a luta dos sequazes de Cristo contra os inimigos de Cristo. A paz de Cristo não se identifica de modo nenhum com a falsa paz, sem lutas nem polêmicas, do pretenso “homem de boa vontade”. * * * * Três grandes lições, ó Deus-Menino, recolhemos do vosso Santo Natal. Ficamos sabendo que não há paz na terra sem Vós. Que homem de boa vontade autêntico não é quem ama o homem pelo homem, mas quem o ama por amor de Vós. E que vossa Paz inclui a cessação de todas as lutas exceto a vossa incessante e gloriosa guerra contra o demônio e seus aliados, isto é, o mundo e a carne. Virgem Maria, Medianeira de todas as graças, debruçada em adoração sobre o Deus-Menino, obtende-nos uma plena compenetração de todas estas verdades. E permiti que nas perspectivas que elas desvendam, cantemos conVosco e com todas as criaturas celestes e terrenas de que sois Rainha, Glória a Deus no mais alto dos Céus, e paz na terra aos homens de boa vontade. Fonte: Site do Apostolado da Oração.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Tempo do Advento

A palavra “advento” tem origem latina e significa “chegada”, “aproximação”, “vinda”. No Ano Litúrgico, o Advento é um tempo de preparação para a segunda maior festa cristã: o Natal do Senhor. Neste tempo, celebramos duas verdades de nossa fé: a primeira vinda (o nascimento de Jesus em Belém) e a segunda vinda de Jesus (a Parusia). Assim, a Igreja comemora a vinda do Filho de Deus entre os homens (aspecto histórico) e vive aalegre expectativa da segunda vinda d’Ele, em poder e glória, em dia e hora desconhecidos (aspecto escatológico). Como se estrutura o Tempo do Advento O tempo do Advento não tem um número fixo de dias e depende sempre da solenidade do Natal. Ele começa na tarde (1ª Vésperas) do primeiro domingo após a Solenidade de Cristo Rei e se desenvolve até o momento anterior à tarde (1ª Vésperas) do Natal. Ele possui quatro semanas e, por isso, quatro domingos celebrativos. O terceiro domingo do Advento é chamado de domingo da alegria (gaudete, em latim) por causa da antífona de entrada da missa (Alegrai-vos sempre no Senhor), mostrando a alegria da proximidade da celebração do Natal. O tempo do Advento se divide em duas partes. A primeira, que vai até o dia 16 de dezembro, é marcada pela espera alegre da segunda vinda de Jesus. A segunda, os dias que antecedem o Natal, se destaca pela recordação sobre o nascimento de Jesus em Belém. As figuras Bíblicas principais do Advento Dois personagens bíblicos ganham destaque na celebração do Advento: Maria e João Batista. Ela porque foi escolhida por Deus para ser a mãe do Salvador, e ele porque foi vocacionado a ser o precursor do Messias. Ela se torna modelo do coração que sabe acolher a Palavra e gerar Jesus. Ele se torna modelo de uma vida que sabe esperar nas promessas de Deus e agir anunciando e preparando a chegada da salvação. Em ambos se manifesta a realização da esperança messiânica judaica e o anúncio da plenitude dos tempos. “Atentos e vigilantes” A espiritualidade do Advento é marcada por algumas atitudes básicas: a preparação para receber o Cristo; a oração e a vivência da esperança cristã. A preparação para receber o Senhor se dá na vivência da conversão e da ascese. Precisamos ter um olhar atento sobre nós e a realidade que nos cerca e nos empenharmos para correspondermos com a ação do Espírito de Deus que quer restaurar todas as coisas. O nosso relacionamento com o nosso corpo e os nossos afetos, com nossos familiares e pessoas íntimas, nossa participação na vida eclesial e social devem estar no foco de nossa atenção. A preparação para celebrar o Natal demanda uma confissão sacramental bem feita e um propósito firme de renovação interior. “Orai a todo momento” Este tempo é marcado por uma vivência mais profunda da vida de oração. A leitura orante deste período nos coloca em contato com as profecias de salvação do Antigo Testamento, com a expectativa que os cristãos da Igreja primitiva tinham da Parusia e com os eventos principais que antecederam o nascimento de Jesus. A recordação dos eventos que antecederam a primeira vinda de Cristo se torna a base da preparação da Igreja para o novo Advento do Senhor. A Santa Missa e a Liturgia das Horas são os principais momentos celebrativos. Os exercícios de piedade, como a oração e a meditação dos mistérios gozosos do Rosário, a oração do Angelus Domini e a Novena de Natal podem ser um caminho feliz para a vivência da oração comunitária neste tempo. “Para ficardes em pé diante do Filho do Homem” Cada um de nós, apesar do pecado e do mal que nos cerca, deve desejar sempre mais a felicidade, aceitando que, em última análise, ela é o Reino dos Céus, a vivência em comunhão plena e eterna com Deus. Para isto é necessário vivermos dirigindo nossa vida para esta meta, colocando nossas forças no socorro da graça do Espírito Santo. Deus já nos criou desejando a felicidade. Contudo, por causa do pecado, vamos procurando nas criaturas aquela completude que só pode ser vivida na comunhão com o Criador. O Advento nos propõe entendermos todas as coisas na sua relação com Deus e usarmos elas como meios de estarmos com Ele, colocando nossa esperança nas realidades que não passam. Para aprofundar... Para saber mais sobre o assunto, indicamos CIC, nos 1168 até 1171; no Compêndio do Catecismo, perguntas de 241 e 242; no Youcat, perguntas de 184 até 186; e, Sacrosanctum Concilium, parágrafos 102 e 105. Pe. Vitor Gino Finelon Vice-Diretor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida

TERCEIRA TARDE DE LOUVOR COM A MÃE PURÍSSIMA!

"Nós amamos porque primeiro Deus nos amou!" (1Jo 4, 19) Abrimos o mês da Bíblia com a Terceira Tarde de Louvor com a Mãe Puríss...