terça-feira, 18 de março de 2014

O Preço da Solidão!

 

Você já parou para refletir sobre o preço da solidão?
A solidão pode ter muitas variáveis. Não significa solitário quem somente está isolado. Mas pode ser solitário também quem mesmo estando com pessoas, com a esposa ou esposo, os filhos, os amigos não sabem ou não compreendem a linguagem dos que perto de si dialogam. 
No romance de Nicholas Sparks, Querido John, o autor conta a história de sua vida desde a infância com a ausência de sua mãe e a convivência com o seu pai. Um homem que quase não falava com o filho, mas não deixava de fazer as costumeiras coisas diárias para ele e a rotina de trabalho. 

As vezes ele queria ouvir o pai e outras tantas ele se esforçava para que o pai o ouvisse. Mas não havia réplica. Silêncio, mudez e solidão. Estar acompanhado e estar sozinho ao mesmo tempo. 
Na vida a dois também é assim. Homem e mulher podem estar sobre o mesmo teto e após poucos anos de casamento ou convivência se sentirem sozinhos. Não há diálogo. Não se completam. Não se falam e repetindo os afazeres quando namoravam. E muitas das vezes se vem solitários e quando se dirigem um ao outro, as palavras são fortes, machucam e revelam uma personalidade que não condiz com o que se apresentava. 

Dai resultam as feridas. É o preço dessa solidão. Feridas que marcam a alma e a história. Feridas que não são curadas com altas e nem baixas dosagens de remédio. Feridas que romperam os tecidos da almas e chegaram ao mais íntimo dela. Porque o silêncio fruto da solidão trouxe para ele ou ela. Não conseguem mais voltarem sejam amigos a amizade, sejam casados ao romance do enamoramento. E as feridas ali continuam provocando as mais terríveis dores que até mesmo não pode ser suportados.

A solidão gera também no físico debilidades terríveis. Como não lembrar da depressão que é o mal do século! A solidão gerada por quem já se acostumou a usar dos meios das redes sociais para comunicar-se e até mesmo medir o grau de suas amizades e quando estas param, a solidão que é o sentimento de ausência gerando um vazio deixa a pessoa também deprimida. 

Quantos tentam esconder a sua solidão procurando ser a pessoa mais extrovertida e rodeada de amigos ou colegas porque tem medo de sentir-se sozinho. A solidão tem um peço. Talvez ou até seja provável que os religiosos se sintam solitários. Mas creio que não sejam solteirões. Porque a solidão não tem a ver com solteirões e sim com ausência. A falta de algo muito mais elevado que preencha um vazio da existência. Os religiosos consagrados (e aqui inclua-se todos os ramos da vocação religiosa) quando encontram na experiência de oração a Deus sentem-se preenchidos. 

Assim também deveriam sentir-se preenchidos os casais. Eles se tem. Mas as vezes não se preenchem. E o que falta? Amor? Companheirismo? Diálogo? São tantas as receitas e cada vez mais vemos relacionamentos sofridos. Marcados e feridos e que são difíceis de recuperar até mesmo em uma nova relação de amizade, namoro, casamento. 

Creio eu até aqui que se faz necessário buscarmos preencher os nossos vazios existenciais que temos antes mesmo de assumir uma vocação ou relação. Porque assim perceberemos quem somos e não seremos feridos e nem iremos ferir. 

Assim fez Jesus. 
Antes de iniciar quis por vontade do Pai no Espírito ser conduzido ao deserto. E no deserto passou pelos mais pesadelos humanos de realizar a sua vontade, renunciando a vontade do Pai. Mas Ele resistiu. E porque?  Confiou na vontade do Pai e não na sua. O Pai naquele momento não abandonou. 

Quando rezamos o Pai-nosso também dizemos que seja feita a vontade de Deus e não a nossa. 
Se seguirmos o exemplo de Jesus também preencheremos os nossos vazios existenciais com Ele. Pois as feridas que transpassaram os tecidos da alma e chegou na essência da mesma, agora é fechada por Aquele que a pode tocar. 

Deus nos sonda e nos conhece e toca no mais íntimo do nosso ser.

Padre Cássio Santos de Souza. 

sexta-feira, 14 de março de 2014

Um pouco do Tratado da Veradeira Devoção a Virgem Maria, por São Luiz Maria Grignion de Montfort!

I. Fazer tudo por Maria

258.
É necessário fazer todas as ações por meio de Maria, o
que equivale a dizer que devemos obedecer em tudo à
Santíssima Virgem, e conduzir-nos em tudo pelo seu espírito,
que é o Espírito Santo de Deus.
“Aqueles que são conduzidos
pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus”
(Rm 8, 14). Aqueles
que são conduzidos pelo espírito de Maria são filhos de
Maria e, por conseguinte, filhos de Deus, como já mostramos
(nn. 29-30). E entre tantos devotos da Santíssima Virgem, os
devotos verdadeiros e fiéis são somente aqueles que se deixam
conduzir pelo seu espírito. Eu disse que o espírito de
Maria era o Espírito de Deus, porque Ela nunca se conduziu
pelo seu próprio espírito, mas sempre pelo de Deus, o qual
d'Ela tomou posse, de tal modo, que passou a ser o seu próprio
espírito. É por isso que Santo Ambrósio diz: “
Que a alma
de Maria esteja em cada um para glorificar o Senhor; que o
espírito de Maria esteja em cada um para se alegrar em
Deus”
.
Como é feliz uma alma quando - a exemplo de um bom
irmão jesuíta, chamado Rodriguez e falecido em odor de santidade
- ela é toda governada e possuída pelo espírito de Maria,
que é um espírito suave e forte, zeloso e prudente, humilde,
corajoso, puro e fecundo!
259.
A fim de que uma alma se deixe conduzir por este espírito
de Maria é preciso:
1º.
Renunciar ao seu próprio espírito, às suas próprias
luzes e vontades antes de fazer qualquer coisa
, por exemplo,
antes de fazer oração, de celebrar ou assistir à Santa Missa,
antes de comungar etc. Porque as trevas do nosso espírito
próprio e a malícia da nossa vontade e obras poriam obstáculo
ao santo espírito de Maria, se as seguíssemos, embora nos
parecessem boas.
2º. Entregar-se ao espírito de Maria para ser movida e
conduzida do modo que Ela quiser. Temos de nos pôr e nos
abandonar nas suas mãos virginais, como um instrumento nas
mãos do artífice, como uma cítara nas mãos dum bom músico.
É preciso perder-se e entregar-se a Ela, como uma pedra
que se atira ao mar, o que se faz tão simplesmente, num instante,
por um olhar do espírito, um pequeno movimento da
vontade, ou verbalmente, dizendo por exemplo:
“Renuncio a
mim mesmo e dou-me a Vós, ó minha querida mãe!”
E ainda
que não se experimente qualquer doçura sensível neste ato de
união, ele não deixa de ser verdadeiro, assim como se alguém
dissesse, o que Deus não permita: “Dou-me ao demônio”; se
o dissesse com sinceridade, embora sem qualquer mudança
sensível, não seria menos realmente do demônio.
3º.
Renovar este mesmo ato de oferecimento e de união,
de tempos a tempos, durante a ação ou depois dela.
Quanto
mais o repetir tanto mais depressa a alma se santificará e mais
depressa chegará à união com Jesus Cristo, pois esta segue-se
sempre à união com Maria, visto o espírito de Maria ser o de
Jesus.

II. Fazer tudo com Maria

260.
É necessário fazer todas as ações com Maria. Para isso
devemos pôr os olhos n'Ela, em todas as nossas ações, como
no modelo acabado de toda a virtude e perfeição. É o modelo
formado pelo Espírito Santo numa simples criatura, para nós
o imitarmos, na medida das nossas limitadas forças. É preciso,
portanto, que consideremos, em cada ação, o modo com o
qual Maria a fez ou faria se estivesse no nosso lugar.
Para isso devemos examinar e meditar as grandes virtudes
que Ela praticou durante a vida, particularmente:
1º. A sua
Fé viva, pela qual acreditou, sem hesitar, na
palavra do anjo. Acreditou fielmente, constantemente, até o pé
da Cruz, no Calvário;
177 -
2º. A sua
Humildade profunda, que a fez esconder-se,
calar-se, submeter-se a tudo e pôr-se no último lugar;
3º. A sua
Pureza toda divina, que não teve nem jamais
terá igual sob o Céu. Enfim, todas as suas demais virtudes (n.
108).
Lembremo-nos, torno a repetir, que
Maria é a grande
e a única Fôrma de Deus
(nn. 218-221), própria para formar
imagens de Deus, facilmente e em pouco tempo. Uma alma
que achou deveras esta Fôrma e n'Ela se perdeu, em breve se
transformará em Jesus Cristo, que este molde representa ao
natural.

III. Fazer tudo em Maria

261.
É necessário fazer todas as ações em Maria. Para bem
compreender esta prática, é preciso saber que a Santíssima
Virgem é o verdadeiro Paraíso Terrestre do Novo Adão, e que
o antigo paraíso não era mais que a sua imagem. Pois há neste
Paraíso Terrestre riquezas, belezas, raridades e doçuras
inexplicáveis, que o Novo Adão, Jesus Cristo, aí deixou. Neste
paraíso Ele achou as suas delícias durante nove meses, operou
as suas maravilhas e ostentou as suas riquezas com a
magnificência de um Deus. Este Lugar Santo não é composto
senão de uma terra virgem e imaculada, da qual foi formado e
se alimentou o Novo Adão, sem qualquer nódoa ou mancha,
pela operação do Espírito Santo que aí habita. É neste Paraíso
Terrestre que está verdadeiramente a árvore da vida, que produziu
Jesus Cristo, o fruto da vida; a árvore da ciência do
bem e do mal, que deu a luz ao mundo. Há neste lugar divino
árvores plantadas pela mão de Deus e regadas com a sua unção
divina, que produziram e produzem ainda, cada dia, frutos
de um sabor divino. Há canteiros esmaltados de belas e
variadas flores de virtudes, exalando aroma que perfuma os
próprios anjos. Há nele prados verdes de esperança, torres
inexpugnáveis de força, casas encantadoras de confiança etc.
A não ser o Espírito Santo, não há quem possa dar a conhecer
a verdade escondida sob estas imagens de coisas materiais.
Respira-se neste lugar o ar puro e incontaminado de pureza;
nele brilha o dia belo e sem mancha da santa humanidade;
irradia o Sol jucundo e sem sombras da Divindade; arde a
fornalha ardente e contínua da Caridade, em que todo ferro
que é lançado abrasa-se, transformando-se em ouro; nele há
um rio de humildade, que brota da Terra, e, dividindo-se em
quatro braços, banha este lugar encantado: são as quatro virtudes
cardeais (Gn 2, 8-10; n. 6).
262.
O Espírito Santo, pela boca dos Santos Padres, também
chama a Santíssima Virgem de:
1º. A
Porta Oriental, por onde o grande sacerdote Jesus
Cristo entra e sai do mundo (Ez 44, 2-3): Por Ela entrou a
primeira vez, por Ela virá a segunda vez;
2º. O
Santuário da Divindade, o Repouso da Trindade
Santíssima, o Trono de Deus, a Cidade de Deus, o Altar de
Deus, o Templo de Deus, o Mundo de Deus. Todos estes diferentes
epítetos e louvores são muito verdadeiros, atendendo
às diversas maravilhas e graças que o Altíssimo operou em
Maria.
Oh! Que riquezas! Oh! Que glória! Oh! Que prazer!
Oh! Que felicidade poder entrar e permanecer em Maria, onde
o Altíssimo colocou o Trono da sua Glória Suprema!
263.
Mas como é difícil a pecadores como nós obter permissão
e ter capacidade e luz para entrar neste lugar. Pois é
tão alto e tão santo que é guardado, não por um querubim,
como o antigo Paraíso Terrestre (Gn 3, 24), mas pelo próprio
Espírito Santo, que se tornou seu Senhor absoluto. Por isso
Ele diz a respeito de Maria:
“Tu és um jardim fechado, ó
minha irmã e esposa, tu és um jardim fechado e uma fonte
selada”
(Ct 4, 12). Maria está fechada e selada. Os miseráveis
filhos de Adão e Eva, expulsos do Paraíso Terrestre,
não podem entrar neste, senão por uma graça particular
do Espírito Santo, graça que devem merecer.
264.
Quando, pela fidelidade, se obteve esta insigne graça,
é preciso permanecer no interior de Maria, todo cheio de beleza.
É preciso ficar lá com complacência, descansar em paz,
apoiar-se confiadamente, esconder-se com segurança e perder-
se sem reservas
. O resultado será que, neste seio virginal:
1º. A alma
será nutrida pelo leite da sua graça e da sua
misericórdia maternal;
2º.
Será libertada das suas perturbações, temores e escrúpulos;
3º.
Estará em segurança contra todos os seus inimigos:
o demônio, o mundo e o pecado, que n'Ela jamais entraram.
Por isso Maria diz:
“Os que em mim operam, não pecarão”
(Eclo 24, 30)
. Isto é, os que em espírito permanecem na
Santíssima Virgem não cometerão pecados consideráveis;
4º.
Será formada em Jesus Cristo e Jesus Cristo nela,
Pois o seio de Maria é, como dizem os Santos Padres, a
Sala
dos Sacramentos Divinos
(n. 248), onde Jesus Cristo e todos
os eleitos foram formados:
“Um homem e um homem nasceu
d'Ela”
(Sl 86, 5; n. 32).

IV. Fazer tudo para Maria

265.
Devemos, finalmente, fazer todas as ações para Maria.
Pois, visto que nos entregamos totalmente ao seu serviço,
é justo que façamos tudo por Ela, como um criado, um servo,
um escravo. Não que a tomemos como fim último dos nossos
serviços, pois só Jesus Cristo o é. Mas tomamo-la como fim
próximo, como meio misterioso e fácil para ir a Ele.
Como bons servos e escravos, não devemos ficar ociosos,
mas é preciso que, apoiados na sua proteção, empreendamos
e realizemos grandes coisas para esta augusta Soberana.
É preciso defender os Seus privilégios, quando lhos disputam,
e sustentar a sua glória, quando a atacam. É preciso atrair
todo o mundo, se for possível, ao seu serviço, e a esta Verdadeira
e Sólida Devoção. É preciso falar e clamar contra os
que abusam da sua Devoção para ultrajar seu Filho, e, ao
mesmo tempo, estabelecer esta Verdadeira Devoção. É preciso
pretender apenas, como recompensa destes pequenos serviços,
a honra de pertencer a tão amável Princesa, a felicidade
de sermos por Ela unidos a Jesus, seu Filho, com um laço
indissolúvel, no tempo e na eternidade.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Louvores a São Longuinho 2014

Esta acontecendo a Festa de São Longuinho 2014. Ontem, primeiro dia do tríduo, que dirigiu as orações foi Matheus Pinto, o qual meditou: " É com muito alegria que aqui estamos para meditar neste primeiro dia de tríduo a conversão de São Longuinho. Como se deu a conversão de Longuinho? Ocorreu quando o soldado romano Longino, vendo o Cristo já morto não queria seus ossos quebrar, feriu-lhe com uma lança fazendo jorrar do coração redentor de Cristo, sangue e água, os mesmos respigaram nos olhos de Longino, o qual era cego de um olho., e após esse acontecimento ele tornou a ver. Neste momento Longino (o soldado romano) se ajoelhou e adorou o Cristo dizendo: "Realmente ele era filho de Deus!" Eu vejo neste momento, um momento de graça para Longino, pois ele estava cego do olho humano e do olho espiritual, e aqui acontece o momento que a visão dele se abre tanto no carnal quanto no espiritual, ai acontece sua conversão, pois, conta a tradição que após o acontecido, Longino se converteu e passou a se chamar Longuinho que quer dizer "lança"."

Hoje a noite tem a segunda noite de tríduo, tendo como dirigente Max Allam, o qual fará a meditação sobre a vida missionária de Longuinho.

A C. C. F. M NO TRÍDUO E FESTA DE SÃO LONGUINHO 2014!

terça-feira, 11 de março de 2014

Programação quaresmal no Santuário Nossa Senhora Aparecida-Bugio-Aracaju-SE!

É hora! (Padre João Carlos)


Quando a correria
Sufocar a tua vida – é hora!
E o horizonte
Escurece, se esvazia – é hora!

Quando a alegria
Explodir em tua vida – é hora!
E em casa reinam
Paz, saúde e harmonia – é hora!

(Refrão) Entra no teu quarto e fecha a porta
E ora ao teu Pai que está lá.
Na intimidade, ele te vê e te conforta,
Ele é o teu amigo a te esperar.
 
Quando um dia triste
Ameaçar o teu sorriso – é hora!
Se as dificuldades
Te aborrecem, te desafiam – é hora!
 
Quando a luta avança
E a vitória se anuncia – é hora!
E o futuro cobra
Decisão e ousadia – é hora!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Biografia do Papa João XXIII

Nasceu no dia 25 de Novembro de 1881 em Sotto il Monte, diocese e província de Bérgamo (Itália), e nesse mesmo dia foi baptizado com o nome de Angelo Giuseppe; foi o quarto de treze irmãos, nascidos numa família de camponeses e de tipo patriarcal. Ao seu tio Xavier, ele mesmo atribuirá a sua primeira e fundamental formação religiosa. O clima religioso da família e a fervorosa vida paroquial foram a primeira escola de vida cristã, que marcou a sua fisionomia espiritual.
Ingressou no Seminário de Bérgamo, onde estudou até ao segundo ano de teologia. Ali começou a redigir os seus escritos espirituais, que depois foram recolhidos no "Diário da alma". No dia 1 de Março de 1896, o seu director espiritual admitiu-o na ordem franciscana secular, cuja regra professou a 23 de Maio de 1897.
De 1901 a 1905 foi aluno do Pontifício Seminário Romano, graças a uma bolsa de estudos da diocese de Bérgamo. Neste tempo prestou, além disso, um ano de serviço militar. Recebeu a Ordenação sacerdotal a 10 de Agosto de 1904, em Roma, e no ano seguinte foi nomeado secretário do novo Bispo de Bérgamo, D. Giacomo Maria R. Tedeschi, acompanhando-o nas várias visitas pastorais e colaborando em múltiplas iniciativas apostólicas:  sínodo, redacção do boletim diocesano, peregrinações, obras sociais. Às vezes era também professor de história eclesiástica, patrologia e apologética. Foi também Assistente da Acção Católica Feminina, colaborador no diário católico de Bérgamo e pregador muito solicitado, pela sua eloquência elegante, profunda e eficaz.
Naqueles anos aprofundou-se no estudo de três grandes pastores:  São Carlos Borromeu (de quem publicou as Actas das visitas realizadas na diocese de Bérgamo em 1575), São Francisco de Sales e o então Beato Gregório Barbarigo. Após a morte de D. Giacomo Tedeschi, em 1914, o Pade Roncalli prosseguiu o seu ministério sacerdotal dedicado ao magistério no Seminário e ao apostolado, sobretudo entre os membros das associações católicas.
Em 1915, quando a Itália entrou em guerra, foi chamado como sargento sanitário e nomeado capelão militar dos soldados feridos que regressavam da linha de combate. No fim da guerra abriu a "Casa do estudante" e trabalhou na pastoral dos jovens estudantes. Em 1919 foi nomeado director espiritual do Seminário.
Em 1921 teve início a segunda parte da sua vida, dedicada ao serviço da Santa Igreja. Tendo sido chamado a Roma por Bento XV como presidente nacional do Conselho das Obras Pontifícias para a Propagação da Fé, percorreu muitas dioceses da Itália organizando círculos missionários.
Em 1925, Pio XI nomeou-o Visitador Apostólico para a Bulgária e elevou-o à dignidade episcopal da Sede titular de Areopolis.
Tendo recebido a Ordenação episcopal a 19 de Março de 1925, em Roma, iniciou o seu ministério na Bulgária, onde permaneceu até 1935. Visitou as comunidades católicas e cultivou relações respeitosas com as demais comunidades cristãs. Actuou com grande solicitude e caridade, aliviando os sofrimentos causados pelo terremoto de 1928. Suportou em silêncio as incompreensões e dificuldades de um ministério marcado pela táctica pastoral de pequenos passos. Consolidou a sua confiança em Jesus crucificado e a sua entrega a Ele.
Em 1935 foi nomeado Delegado Apostólico na Turquia e Grécia:  era um vasto campo de trabalho. A Igreja tinha uma presença activa em muitos âmbitos da jovem república, que se estava a renovar e a organizar. Mons. Roncalli trabalhou com intensidade ao serviço dos católicos e destacou-se pela sua maneira de dialogar e pelo trato respeitoso com os ortodoxos e os muçulmanos. Quando irrompeu a segunda guerra mundial ele encontrava-se na Grécia, que ficou devastada pelos combates. Procurou dar notícias sobre os prisioneiros de guerra e salvou muitos judeus com a "permissão de trânsito" fornecida pela Delegação Apostólica. Em 1944 Pio XII nomeou-o Núncio Apostólico em Paris.
Durante os últimos meses do conflito mundial, e uma vez restabelecida a paz, ajudou os prisioneiros de guerra e trabalhou pela normalização da vida eclesial na França. Visitou os grandes santuários franceses e participou nas festas populares e nas manifestações religiosas mais significativas. Foi um observador atento, prudente e repleto de confiança nas novas iniciativas pastorais do episcopado e do clero na França. Distinguiu-se sempre pela busca da simplicidade evangélica, inclusive nos assuntos diplomáticos mais complexos. Procurou agir sempre como sacerdote em todas as situações, animado por uma piedade sincera, que se transformava todos os dias em prolongado tempo a orar e a meditar.
Em 1953 foi criado Cardeal e enviado a Veneza como Patriarca, realizando ali um pastoreio sábio e empreendedor e dedicando-se totalmente ao cuidado das almas, seguindo o exemplo dos seus santos predecessores:  São Lourenço Giustiniani, primeiro Patriarca de Veneza, e São Pio X.
Depois da morte de Pio XII, foi eleito Sumo Pontífice a 28 de Outubro de 1958 e assumiu o nome de João XXIII. O seu pontificado, que durou menos de cinco anos, apresentou-o ao mundo como uma autêntica imagem de bom Pastor. Manso e atento, empreendedor e corajoso, simples e cordial, praticou cristãmente as obras de misericórdia corporais e espirituais, visitando os encarcerados e os doentes, recebendo homens de todas as nações e crenças e cultivando um extraordinário sentimento de paternidade para com todos. O seu magistério foi muito apreciado, sobretudo com as Encíclicas "Pacem in terris" e "Mater et magistra".
Convocou o Sínodo romano, instituiu uma Comissão para a revisão do Código de Direito Canónico e convocou o Concílio Ecuménico Vaticano II. Visitou muitas paróquias da Diocese de Roma, sobretudo as dos bairros mais novos. O povo viu nele um reflexo da bondade de Deus e chamou-o "o Papa da bondade". Sustentava-o um profundo espírito de oração, e a sua pessoa, iniciadora duma grande renovação na Igreja, irradiava a paz própria de quem confia sempre no Senhor. Faleceu na tarde do dia 3 de Junho de 1963.

sábado, 1 de março de 2014

Festa de São Longuinho 2014


COMUNIDADE CATÓLICA DOS FILHOS DE MARIA
DEVOÇÃO A SÃO LONGUINHO

TRÍDUO E FESTA DE SÃO LONGUINHO
DE 12 à 15 DE MARÇO DE 2014

Tema: “Em meio ao coro dos insultos e escárnios. Longuinho foi a única voz favorável ao afirmar a divindade de Cristo!”

PROGRAMAÇÃO

12/03- 1° Dia do tríduo- 09hs: Santo terço,
19:30 Tríduo, lema: A conversão de Longuinho.
13/03- 2° Dia do tríduo- 09hs: Santo terço,
19:30 Tríduo, lema: A vida missionária de Longuinho.
14/03- 3° Dia do tríduo- 09hs: Via Sacra,
09:30 Tríduo, lema: O cruel martírio de Longuinho.

15/03- Dia da Festa-
06hs Oficio de Nossa Senhora.
08hs Oração das Laudes
10Hs Paraliturgia Solene.






Realização: Devotos de São Longuinho, C. C. F. M.



MESA ADMINISTRATIVA DA C. C. F. M

TERCEIRA TARDE DE LOUVOR COM A MÃE PURÍSSIMA!

"Nós amamos porque primeiro Deus nos amou!" (1Jo 4, 19) Abrimos o mês da Bíblia com a Terceira Tarde de Louvor com a Mãe Puríss...